quarta-feira, março 04, 2009

Falta luz

Ando tão a flor da pele, que nem precisam beijos de novela para me fazer chorar. E bem como sempre foi nos momentos tensos, hoje quando ouço ocasionalmente Engenheiros do Hawaii cantar vejo minha vida, minhas vontades, meus subjetivos, meus tonteares se manifestarem nas letras..
Hoje por acaso ouvi Piano Bar.. De cabeça vazia antes eu nem ouvia as músicas que tocavam,mas quando ela tocou... tocou mais além... ficou muita coisa dita ali.. muitos disfarces, muitas afirmações.. ou seja.. vai a letra inteira... sem donos, sem destinários, sem nada....
...eu sei, tô estranha!

Piano Bar

o que você me pede eu não posso fazer
assim você me perde, eu perco você
como um barco perde o rumo
como uma árvore no outono perde a cor

o que você não pode eu não vou te pedir
o que você não quer eu não quero insistir
diga a verdade, doa a quem doer
doe sangue e me dê seu telefone

todos os dias eu venho ao mesmo lugar
às vezes fica longe, difícil de encontrar
mas, quando o neon é bom
toda noite é noite de luar

no táxi que me trouxe até aqui
o Irinelson me dava razão
Nas últimas do esporte, hora certa, crime e religião
Na verdade nada
é uma palavra esperando tradução

toda vez que falta luz
toda vez que algo nos faltar
o invisível nos salta aos olhos
um salto no escuro, da piscina

o fogo ilumina muito,
por muito pouco tempo,
em muito pouco tempo o fogo apaga tudo
tudo um dia, vira luz
toda vez que falta luz,
o invisível nos salta aos olhos

ontem à noite eu conheci uma guria
já era tarde, era quase dia
era o princípio
num precipício era o meu corpo que caia

ontem a noite, a noite tava fria
tudo queimava, nada aquecia
ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão

ontem à noite eu conheci uma guria
que eu já conhecia de outros carnavais
com outras fantasias
ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão

no início era um precipício
Teu corpo que caia
depois virou um vício
foi tão difícil acordar no outro dia
ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão

segunda-feira, março 02, 2009

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Pro inferno


Todas as dores de cotovelo alheia, todas as crises de ciúmes, toda a inveja, todos os recalques... pro inferno todas ponderações, todas as preocupações, todos os limites. Pro inferno filhas esforçadas, gente preocupada, carinho, família por perto, a mesa farta e todos aqueles outros bens imateriais. Pro inferno se o dinheiro é deles, se a casa é deles... e se só vai ser alguém porque teve quem sustentar. Pro inferno se reclamam que não conta nada, se não compartilha ou se os bons momentos pouca gente vê falar...Isso é saco cheio, aliás, sempre foi. Mas quando tudo acabar, hã, vai acabar mesmo. E não vão haver arrependimentos, de verdade!

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

to be or not to be?!

pecar pela falta
ou
pelo excesso?
---

Chutar o balde
ou
recolher a vassoura?
---

acompanhar o vento
ou
soprar?
---

terra à vista
ou
homem ao mar?
---



encantar?
desencantar?


quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Ouço

Ela tentando explicar, depois de horas de silêncio, disse:

"Sentar à mesa para almoçar já foi menos problemático. Quando a agenda era lotada não dava tempo de ouvir, de responder, de discordar. Agora tudo embrulha o estômago. O almoço cai que nem pedra... arranha na garganta, e aperta o todo o aparelho digestivo. Não aguento mais esses pratos indigestos. A cada garfada, a comida perde o gosto, os olhos marejam, a boca seca. O que me acalenta é que esse período tem prazo de validade, que as coisas se esgotam, porque eu já estou esgotada. Mas se tem uma coisa da qual cada dia que passa tenho mais certeza, é que não tenho capacidade cognitiva para entender as relações familiares.."


Foi um desabafo...Coitada, logo dela que sempre acreditou nisso tudo. Anda desolada!

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Como eu ia dizendo....

Qualquer coisa
Caetano Veloso

Esse papo já tá qualquer coisa
Você já tá pra lá de Marraquesh

Mexe qualquer coisa dentro doida
Já qualquer coisa doida dentro mexe

Não se avexe não, baião de dois, deixe de manha, deixe de manha
Pois sem essa aranha, sem essa aranha, sem essa, aranha!
Nem a sanha arranha o carro, nem o sarro arranha a Espanha
Nessa tamanha, nessa tamanha, esse papo seu já tá de manha...

Berro pelo apelo, berro pelo desterro
berro pelo seu berro, pelo seu erro
quero que você ganhe, que você me apanhe
sou o seu bezerro gritando mamãe...

Esse papo seu tá qualquer coisa
e você tá pra lá de Teerã..
-------


que coisa...
(suspiros)

quinta-feira, janeiro 15, 2009



Não curto, nem um pouco, aquelas mil e uma promessas para o próximo ano, os próximos meses, os próximos dias... ta aí uma coisa que eu aprendi. Vale mais fazer à falar, então sem promessas, valem só constatações... E dessa forma, analisando o próspero doismilenove que se instalou de repente entre nós, acabo de perceber a agenda lotada que ele tem debaixo do braço.

Um curso de corte e costura, de inglês, de italiano, viagens e mais viagens, academia, investimentos e mais investimentos, encontros e mais encontros, muitas pessoas, no ano - no mês - farras gastronomicas para manter o corpicho. E quando estiver pelas tabelas ainda tem a conclusão de graduação e uma mochila pronta.

brilho no olho, nó na garganta, sede... Um suspiro resgatado, que guarda toda e qualquer esperança, espectativa, ansiedade e coloca em baixo d'água. Lá na quarta-feira de cinzas, quando tudo se acaba, eu solto todas em uma bolha de ar, de lá a cá... por enquanto, resta apenas esperar!







"Os homens ... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.E vivem como se nunca fossem morrer...E morrem como se nunca tivessem vivido "



Dalai Lama

sábado, dezembro 27, 2008

Recesso

Em dizer que teria tanto a dizer se não houvesse tanta coisa a pensar, a confabular, a resolver... E mesmo tendo conhecimento disso, não me canso em tentar encontrar assunto, em articular, em escrever... Em vão. Se me pego em um contexto até então linear quando menos espero faço links, encontro novos percursos, viro a esquerda.

Se nos meus planos constavam um final de ano pacato e discreto, quase assim intimista, a realidade insiste em me apresentar inesperadas situações.. me confundindo, me destoando, me aprumando...

Não nego. Gosto do novo, dos novos, do risco, o imprevissível, do incerto, das possibilidades... mas ao passo que tendo dançar conforme a música, deixo meio de lado as boas e velhas manias.. como por exemplo a de alimentar essa toca preta, e silenciosa...

Me obrigo a optar, nesse periodo, só nesse periodo, pelos lugares mais barulhentos e com tantas e diferentes possibilidades e interações que me seduzem e nem me deixam titubear.

Peço recesso. Recolho meus calçados, os tapetes, apago as luzes, fecho a porta e as janelas..Ano que vem, logo ali no ano que já vem... eu as escancaro, para receber os ares do novo. No momento, nem toquem a campanhia... não há ninguem em casa... lhes asseguro!

quinta-feira, novembro 20, 2008

Descarte

Ele me reprimiu. Falou que não era para começarmos a filosofar. Foi o que bastou. Não precisaria nem dos olhares desdenhosos direcionado aos meus contra-argumentos e reflexões. Ele já havia sentenciado o final da história. E olha que eu não negaria em admitir que a conversinha anterior, até havia me seduzido. Mas o convite à falar sobre coisas que não lhe fizesse pensar, para mim, foi o suficiente para que toda a projeção desmoronasse.

Na realidade, por maior que fosse a retórica que eu disponha, naquele meio o diálogo não é artifício comum. E assim terminou o primeiro ato, da seqüência trágica de desilusões. Eu, calada. Tentando entender, se o que me prendia ali era a surpresa em conviver com pessoas que deixam de "pensar" em alguns momentos, a possibilidade de analisá-los friamente sem que eles percebessem, ou ainda ser o único ser pensante naquele vazio todo.

A minha vida inteira ouvi que meu problema era pensar demais. A ponto de ouvir de uma amiga "tu mede, analisa e pensa muito até mesmo quando tu tá bêbada". Fato. O tangencial não satisfaz. O que não permeia a alma, não atravessa o martelo auditivo, não atinge as córneas... não será decodificado pelo cortex cerebral. É descartado de imediato.

A conversa alheia, daquela noite prosseguia. Estranhamente eu relutava em ir embora. Talvez eu nem ouvisse o que era dito. Eu me ouvia. Aliás se parasse para os escutar eu me cansava e a naúseas que antes era da gripe, ali teria mais um motivo para me provocar. Mas chegou ao ponto de encerrar o assunto, de mim comigo mesma, e ir conversar com o travesseiro em casa.

Segundo ato, outro dia. A realidade, agora, clara quanto a luminárias de gravações a noite, ressecava meus olhos, ardia na pele. Mas até então, algo fazia continuar insistindo. E assim ficava ali. Por erro de percurso, acidente de trabalho o protagonista se afasta, assume a cena o suplente.

Logo em seguida, ele vai morrer. Ou melhor, vai matar, todo e qualquer possibilidade realmente de estrelar esse novo longa. Coitado, já fez teste de elenco tantas vezes, nunca foi aprovado. Deve ser poque ele faz as coisas assim, sem pensar...

De qualquer forma, essa era a chance dele. Ligam luzes, câmeras, testa o aúdio, verifica o foco, a bateria, a abertura do diafragma, o obturador. Ele olha, se acomoda e corre três toques do texto..

"Corta!"
- Mas já?
"Sim, acabei de me lembrar os motivos que me levaram a descartar essa cena antes"
- porquê?
"Falta de protagonista!"



"A presença de um pensamento
é
como a presença de quem se ama.
Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento
e que nunca seremos
indiferentes à nossa amada.
Só que longe dos olhos,
longe do Coração!
o mais belo pensamento corre o perigo
de ser irremediavelmente esquecido
quando não é escrito,

assim como a amada

pode nos abandonar
se não nos casamos com ela"

(Arthur Schopenhauer)



Hoje admito, meu encantamento pelas frases bem elaboradas,
pelo subjetivo, pela filosofia, pela poesia..

quarta-feira, novembro 05, 2008

Vaca Preta

Deve ter sido o melhor investimento na semana.
Conta como recarga...
Além das calorias, das energias, dos sabores,
deu uma injeção de nostalgia, de calmaria!
E das tantas variedades,
o que sobrava,
o que realmente eu degustava,
era o gostinho de infância...
Que soprou
contra as
tormentas,
as sangrias
as correrias
estancava pânicos
impedindo o vazamento
de mais e mais dúvidas
sossegou a mente
permitiu pensar
lembrar
falar
rir.


Por incrivel que pareça,
era só o q'eu precisava
um taça de sorvete
e uma lata de refrigerante
tudo junto e ao mesmo tempo
empinados sob o queixo
como se em casa estivesse...
bem leve, bem a vontade.

"Fabiane Berlese
(*da redação/ made in feisma)"

quinta-feira, outubro 23, 2008

O rastro...


E assim se fez a alegria do dia,
na magia do óculos... depois de ouvir o Hebert cantar para mim e contar que as garotas do neblon não olham mais para ele por causa dos óculos...
Ele falava isso para tentar acalmar meu pobre coraçãozinho aflito sem meus olhos portáteis
Confesso que funcionou,
e de repente parei de procurar, e assim ele veio até mim, nas mãos da mãe, que me dizia: "Milagre se tu não deixasse rastros teus no meu quarto..."
Alegria pura em ver que não perdi meus óculos.. meu rastro, como disse minha mãe...
que levo até Rio Grande, quase esqueço em São Lourenço do Sul e ainda perco em Porto Alegre,
há se perco...
Até porque, Brasília é longe, já Porto dá para ir de moto..
mas a capital federal parace que não vai ter lugar para mim... Cá entre nós, uma judiaria...
mas fazer o que, C'est la vi!
queria mesmo era me perder de alegria em saber que o contorno quadrado e vermelho marcou mais do que eu imaginava.
Pode até não marcar a parede, mas pauta a conversa, o comentário, a graça...
e marca a alegria do dia do post de um blog de textos qualquer, que hoje traz fotos, só para ilustrar a vibração!


"A Alegria é o alimento da alma
Alegria é nossa grande inspiração
Alegria recompensa os sacrifícios
Alegria soberana decisão..."
(Martinália)


Yes, honey..
From me, to you!

sexta-feira, setembro 26, 2008

Quem ama bloqueia - (da redação)

Ai que cada vez mais eu penso que o principal objetivo da Unifra é alianar e apoderar-se única e exclusivamente de nós, unidades mantenedoras dessa instituição...
msn bloqueado, assim como todo e qualquer encaminhador que possa tentar burlar o bloqueio!
No telefone da ligação solicitada nem sinal...
Me sinto enclausurada nessa saleta da qual eu não posso sair já que o recinto precisa se manter aberto...
aaaaaah carambaaa... precisooo me comunicarrrrrrrrrrr!!!
Vo ficar maluca desse jeito...
to pensando em adaptar o bom e velho sistema da comunicação por fumaça...
vou começar queimando esse ar condicionado barulhendo!!!!

Grrrrrrr....
yo, una pseudo-periodista.

domingo, setembro 21, 2008

Casos perdidos

E Loreta, a mãe, ininterruptamente desabafa com a psicanalista, em uma consulta de avaliação da terapia:

Está, como sempre, tudo errado. Há pilhas de texto para ler, amontoados de roupas para lavar, montes de lixos para tirar, sujeiras para limpar. Perguntou-me o que foi que ela fez com o tempo que tinha livre. Respondo sem ponderar: "fizeste dele, nada". Ela enche os olhos de lágrimas e sai. Antes de sumir por completo, meio que engolindo o choro me falou em máquina do tempo. Ri, e impiedosamente direicionei lhe um olhar de desprezo. Ela não muda.

Mas entenda, não há mais desculpas ou amedotas que suavizem as minhas angústias. Quando é que vai aprender? se eu já disse, você já disse, todos disseram. Ela entende, sei que entende. Mas não reage, não transforma. É torta, e torta vai ser até estabelecer se com mais responsabilidades. Agora, daqui escuto suas lamúrias. Perde mais tempo lamentando-se do que modificando.

Me contou ter lido em um site de previsões que suas ascendências astrais tem grande propensão à teoria, e muito pouco à prática. E nessa justificativa van ela se apoia. Vai assim até o próximo tropeço. Quando de repente parece acordar, e estar disposta a mudar tudo. Até que chegue o final do dia, me olhe com aquela cara de cão que lambeu graxa, e me pergunte o que fez do seu tempo. Já sem paciência, daqui em diante digo que a mim pouco interessa, eu vou só cuidar do meu tempo.

- Mas foi o que você fez até agora, não foi?

Claro que não. Sempre mostrei a ela como deveria ser. Sou super presente, ela vê as coisas como eu as faço, deveria ter a mim como um exemplo. Mas não, ela é o oposto de mim. Não faz nada certo. Não tem capricho, nem amor próprio!
não foi isso que eu a ensinei.

- Mas então o que é que a deixou assim?

Está querendo dizer que ela ser assim, é culpa minha? Dei tudo que ela precisava, sempre. Bem que me falaram que esses psicanalistas não servem para nada, nunca e sempre que podem culpam os pais.


--
Irritada, Loreta pega a bolsa, joga em cima da mesa o valor da consulta e bate a porta do consultório. Mais uma vez a filha a fez gastar com bobagens. Mais uma vez ela tinha certeza de que tudo que dedicou à menina foi só desperdicio. Afinal, casos perdidos, são casos perdidos.

terça-feira, setembro 09, 2008

não que eu saiba...

mas hoje decidi fazer algumas publicações extras, como contos e crônicas.
pense nisso como um disfarce.
entenda tal maquiagem, seus motivos e significados como bem entender...
ou nem as entenda...

Come on, wink what you want...
you are free!!
or
not?





sexta-feira, agosto 29, 2008

Contraposições

Coisas que me fazem entrar em crise:

Trocar de emprego;
Ler blog's vizinhos quem nem imaginam que eu estive por lá;
Mudar o tema da mono e a linha de interesse;
Discutir ética, cidadania, freud, habermas, foucault;
Escutar o disco de 1996 do belchior;
Trabalhar com o indesign.

Coisas que fazem com que eu me sinta bem:

Trocar de emprego;
Ler blog's vizinhos quem nem imaginam que eu estive por lá;
Mudar o tema da mono e a linha de interesse;
Discutir ética, cidadania, freud, habermas, foucault(...);
Escutar o disco de 1996 do belchior;
Trabalhar com o indesign.


Tava eu aqui invejando textos alheios. Ainda não descobri uma maneira enérgica de agir comigo para que meus textos não tenham uma significação tão pessoal. Um dia reduzo meus ai's, estimulo minhas críticas, expelo contraposições à politica, bombardeio idéias e ideais. Por hora, entrego-me ao egocentrismo e à autoafirmação. Mesmo contra-vontade, admito que no momento é tudo que tenho a oferecer.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Plin**

E me descubro jornalista.
Ao papel que reneguei, torci o nariz, fiz pouco caso
Agora aqui, à frente desse computador,
contrario
e me deleito com os usos e desusos do verbo.
Num ato praticamente automático, depronto
ligo à luz da uma sala escura,
sopro vida à larvas,
faço delas borboletas atraentes e coloridas.
Me vendo.
Ora pois, quem de nós interessaria-se por larvas?
tão brancas, intediantes e fechadas...
Por mais vulneráveis que sejam,
ão de convir,
que as borbolestas são mais sedutoras
mais reluzentes!
e se sedutor não for, de que vale tanto esmero.
Caso contrário, prefiro nem entrar na sala
deixo as luzes apagadas.
Aí me dirias que esse é meu declinio ao visível
pois que seja.
declaro, claramente, preferência.
O voô leve, colorido, reluzente, da borboleta
ao marasmo introspectivo da pálida larva.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Soneto Obsoleto

É como se fosse a remissão dos meus pecados
O alivio da minha alma
a redução da minha cruz
O meu cruzar de dedos.

O ponto final é cacofônico
Ressoa tanto, quanto o bater dos sinos da catedral
Cada badalo atinge as paredes do peito
A mesma dor que machuca, leva embora angústias, mágoas e incertezas

Se outrora fiquei sem chão, agora sinto pisar em terra firme
é como se tudo fizesse sentido
é como se, agora, tudo eu estivesse sentindo

É paz e guerra ao mesmo tempo
Dor e alívio para a mesma ferida
Sopro divino


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Dentre as minhas verdades, essa foi a qual eu mais tentei fugir. Hoje eu posso admitir. Hoje eu vou conseguir dormir. Como no filme: Boa noite, boa sorte.

exchange or not exchange

O que é que me prende?
- I dont know!!!

Eu sei... todo mundo sabe... tudo que me desagrada, que me repele, que me desprende, mas na hora H eu sempre titubeio. Não sei se é o certo pelo duvidoso, o mais pelo menos, os apegos, os desapegos e seus pontos de interrogação... ai Caramba... Eu pensava que seria mais fácil... temo que haja caras tortas... surpressa é certo que vai haver... mas... mas... ai... que aflição!

e se meu passo for infalço?
Malditos tombos que sempre nos deixam ressabiados!

muito aflita!
de verdade



segunda-feira, agosto 11, 2008

Coisa de Novela

Eu sempre disse que a Donatela era do bem!
sempre disse!!!














segunda-feira, agosto 04, 2008

one time, please



H
oje queria contar para as paredes, as tantas coisas do meu coração, como diria Marisa Monte.
Mas fato é que diferente dela tem me faltado tempo para caminhar nas horas, e fazer tantas descrições e reflexões sobre minha vida, meus amores, minhas novas invenções...
Queria dizer as paredes, que enfim me matriculei.
Além disso, me alegraria contar os tantos causos e percepções sobre o 'trampo' para a coca- e sobre isso teria muitas coisas para contar-, mas é que ele somando ao estágio, a volta às aulas e a tv ovo, compõe os quatro fatores que têm preenchido bem meu tempo... Sobra-me, ultimamente, apenas os intervalos para bolar novos planos para dominar o mundo.
Ou para, simplesmente, justificar tanta ausência virtual..ou ouvir chico, ou ler galeano, ou só para dizer a agosto, que nem me venhas com essa de mês de desgosto... ora pois, esse papel outros meses cumpriram bem...
agora é hora de carnaval fora de época!!
e devo dizer que posso até sentir vivido no vento, um cheirinho bom de pão de casa, de bons amigos, de coisas legais, de vida boa, de gente nova, de velha vida nova!

bem faceira!!




"...Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia..."
[chico buarque]

segunda-feira, junho 30, 2008

declaração

e me declaro desmatriculada,
sim!
saibam vocês que eu acabo de não efetuar a rematricula,
e nesse caso,
cá estou eu na metade-
ou um pouco além- do curso sem nenhuma cadeira para cursar no próximo semestre...
que deprê...
carta branca para alguém que estava bem querendo trancar a faculdade,
vou esperar anciosa o reajuste, até lá eu decido o que realmente fazer com os meus 20 e poucos anos...

please, one moment