domingo, abril 05, 2009

...





" Pois bem cheguei, quero ficar bem à vontade, na verdade eu sou assim, descobridor dos sete mares... Navegar eu quero...
"











...

quarta-feira, abril 01, 2009

Hay que seguir...

"ahn?"
(*pausa)

"não, não, eu não li direito!!"
(*pensa)

lê de novo:
"sé que eso se sucede, pero hay que seguir, ya pronto nos encontraremos algun dia..."

cai na risada...


Agora, ela está se questionando como é que pode


lá no fundo, ela ri e diz...
bienvenida ao club!!



Culpa (do dicionário)
subst. fem.
sig: sentimento de sofrimento obtido após reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável por si mesmo; refere-se à responsabilidade dada à pessoa por um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outrem; Conduta negligente ou imprudente, danosa a outrem.







Fui buscar sentido, para melhor entender o que leva-nos a desculparmo-nos tanto.


domingo, março 29, 2009

cultura

A alegria de ter uma agenda cultural mais variada, também é transmutada pela bolso ainda vazio e o custo de vida alto do mundo de cá... dessa forma a gente óia, quê, mas num tem... como tudo na vida.. de qualquer forma vale a "amostrinha" do que se pode ter assim que $$$e puder...


Ney Matogrosso em Florianópolis
no centro integrado de Cultura (CIC)

Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600
Agronômica - Florianópolis
Horário(s):
07/04/2009 - Terça, às 21h
Preço(s):
R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada)
Onde comprar:
Teatro do CIC, Bella Casa e Lua de Papel


mas é em uma terça... eu nem ia poder ir mesmo! hehe
:P
e eu só ia se ele me prometesse que cantaria:

Poema

Ney Matogrosso

Composição: Cazuza / Frejat

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

Feito um passarin...

"!!! diz:
tah...vou te dizer...esquece..mesma coisa que falaram para mim com a ...
!!! diz:
esqueceeeeeeeee
!!! diz:
deixa que bloqueie...vai curtir teu trampo, aulas, praia....esquece fabi
!!! diz:
e como eu te disse, fazemos escolhas.......e as vezes sao foda
!!! diz:
eu troquei tudo por isso aqui
!!! diz:
troquei meu emprego, perdi a namorada, troquei a musica...tudo, amigos, minha vida
!!! diz:
por uma coisa nova........
!!! diz:
entao.........aproveita.........e bola pra frente
!!! diz:
tu nao ta nem a uma semana ai..........tem muita coisa pra ti descobrir"











Tem distância não,
se for o caso a gente acha gente, do outro lado do mundo para fazer a gente rir, para mandar energia boa!!!
ôxeee
gostomuitão!

segunda-feira, março 23, 2009

(a) Mares

Vai ter gente que vai fazer falta...
assim como vai ter falta que vai fazer chorar mares...
Mas diz que o rebentar das ondas leva tudo embora
a dor, a espera, a demora...
Não há mal que fique!
Vai haver silêncio cravado no peito
principalmente para as coisas,
as quais se havia muito o que dizer e nada se disse.
Haverão buracos na camada de ôzonio,
trincares em tetos de vidro,
e baladares de sinos de igreja.
É canção da meia-noite,
há de se ter muito cuidado...
Ao que tudo indica,
também haverão corações calejados,
desencantados, decepcionados...
mas também dispostos a desbravar novos (a)mares!
Teve abraço que tirou pedaço...
Teve abraço que completou falhas
perdoou magoas, eternizou amizades!
houve torcida que deposita esperança
e de tanta esperança. injeta fé e confiança.
É fim as desconfianças!!
Houve queixas e ciúmes... só de amores reais
de faltas bilaterais
da convivência, do toque, da prosa e do verso...
Há sonhares..e talvez ainda haja pesares...
Mas de prumo,
só o novo rumo
um cheiro de novo e agonia da troca
mas a certeza do porto...
se precisar
volto a descer ancora
tenho onde atracar...
ufaaa!

quinta-feira, março 19, 2009

A/C

Não, não é falta de compreenção...
é excesso de apego...
e não me pergunta porque
isso é aquele tipo de coisa que não tem
ou não vai ter explicações
que eu vou ficar muda, horas,
tentando entender
questionando o porque deixei ser assim
porque não evitei
porque não evito
Eu não consigo...
mas vou parar com o drama...
com a cena, com os engasgares...
com as cobranças
quem sou eu para cobrar né...
quem sou eu para querer...
Vogal burra,
se rendeu à palavra
tem mais mesmo é que se arrebentar
quem sabe assim volte a viver como deveria!
tá doendo...
mas não é só a ida...
são as faltas
são os meus excessos
mas vai passar...
não sei como, nem quando
mas vai passar...




(hoje eu precisei escrever pra estancar o choro...)

quarta-feira, março 18, 2009

con limón y sal...

considerações a cerca dos acontecimentos do dia 17.

relevância 01
Dias frios e chuvosos tendem a acentuar alguns sentimentos angustiantes e "mediocres"...

relevância 02
Certamente quem inventou a chuva estava com uma bela dor de cotovelo, resultando um consideravel mal humor.

relevância 03
Entrevistas em castelhano são dificeis, pero ellas les permitem una agradable mañana.

relevância 04
En Colombia las cosas son peor.

relevância 05
Nunca fale "v/bergamota" em locais públicos, no equador.

relevância 06
Aniversário de mãe é dia de almoçar em casa.

relevância 07
Jardins de inverno no estilo clássico sempre tem um mistério ou uma história macrabra.

relevância 08
Não marque uma entrevista para antes do show do The band of the Rum, o deadline será desrespeitado.

relevância 09
Nada de ouvir Julieta Venegas, nessas condições. Ela lhe deixará mais idiota e medíocre do que estava antes, sua idiota e medíocre!

relevância 10
Usuários de guarda chuvas, antes de adquiri-los, devem ser orientados de como agir com seus objetos afim de não atingir/agredir/molhar os demais transeuntes. E principalmente que utilizando-se de tal proteção NÃO É PRECISO ABRIGAR-SE ABAIXO DAS MARQUIZES, seus antas!! (grrrr)

terça-feira, março 17, 2009

esquema.

Últimos hit's inloco:




"...Tem que saber que eu quero correr mundo, correr perigo,
eu quero é ir embora, eu quero dar o fora...
e quero que você(s) venha(m) comigo..."


*

"...Procuro evitar comparações, entre flores e declarações, eu tento...
(...)
os outros são os outros, e só..."

*
"...Se a canoa não virar,
olé, olé, olá ..."

*

"...Mar adentro, noite afora agora, amor, é hora de querer...
dessa vida a proa, sem sentido, à toa...
as ondas de carinho levaram as palavras,
mas eu sigo indo... as ondas são caminhos..."

quinta-feira, março 12, 2009

irrá!!!

eu que nem gosto de especular com a sorte..
eu que nem sou curiosa...
perguntei:
e repara na resposta!
(medaaaa)
mas como todos bem veêm aí,
é hoje que eu coloco os pingos nos is que faltavam...
com direito a proteção das cartas ;)



Ás de Espadas

Rompendo com a estagnação

É chegado o momento, de romper com a estagnação. O Ás de Espadas transborda como arcano de conselho para você, hoje, sugerindo que você corte implacavelmente todas as coisas, pensamentos, hábitos e pessoas que não lhe servem mais e que procure sustentar seus pensamentos e opiniões, mesmo que isso signifique desencadear antipatia nos outros. Este é um momento de renovação em sua vida, de idéias novas que fervilham e você poderá tomar as iniciativas que tirarão sua existência da rotina e do tédio. Prepare-se para uma nova e deliciosa aventura e não se preocupe tanto em ter uma “personalidade simpática” nesta fase de sua vida. Há momentos em que a atitude mais sedutora é aquela que não prima pela docilidade, mas que se compromete com a verdade. É quando sabemos que não estamos sendo simpáticos, mas estamos sendo honestos. Ainda que não agrademos, não há como negar o notável poder sedutor da pessoa que age com integridade – mesmo quando age de uma forma superficialmente antipática.

Conselho: Ser fiel à verdade gera antipatias, mas muitas vezes é fundamental


s-a-c-o-d-e!!

quarta-feira, março 04, 2009

Falta luz

Ando tão a flor da pele, que nem precisam beijos de novela para me fazer chorar. E bem como sempre foi nos momentos tensos, hoje quando ouço ocasionalmente Engenheiros do Hawaii cantar vejo minha vida, minhas vontades, meus subjetivos, meus tonteares se manifestarem nas letras..
Hoje por acaso ouvi Piano Bar.. De cabeça vazia antes eu nem ouvia as músicas que tocavam,mas quando ela tocou... tocou mais além... ficou muita coisa dita ali.. muitos disfarces, muitas afirmações.. ou seja.. vai a letra inteira... sem donos, sem destinários, sem nada....
...eu sei, tô estranha!

Piano Bar

o que você me pede eu não posso fazer
assim você me perde, eu perco você
como um barco perde o rumo
como uma árvore no outono perde a cor

o que você não pode eu não vou te pedir
o que você não quer eu não quero insistir
diga a verdade, doa a quem doer
doe sangue e me dê seu telefone

todos os dias eu venho ao mesmo lugar
às vezes fica longe, difícil de encontrar
mas, quando o neon é bom
toda noite é noite de luar

no táxi que me trouxe até aqui
o Irinelson me dava razão
Nas últimas do esporte, hora certa, crime e religião
Na verdade nada
é uma palavra esperando tradução

toda vez que falta luz
toda vez que algo nos faltar
o invisível nos salta aos olhos
um salto no escuro, da piscina

o fogo ilumina muito,
por muito pouco tempo,
em muito pouco tempo o fogo apaga tudo
tudo um dia, vira luz
toda vez que falta luz,
o invisível nos salta aos olhos

ontem à noite eu conheci uma guria
já era tarde, era quase dia
era o princípio
num precipício era o meu corpo que caia

ontem a noite, a noite tava fria
tudo queimava, nada aquecia
ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão

ontem à noite eu conheci uma guria
que eu já conhecia de outros carnavais
com outras fantasias
ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão

no início era um precipício
Teu corpo que caia
depois virou um vício
foi tão difícil acordar no outro dia
ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão

segunda-feira, março 02, 2009

arquivo txt

Pro inferno


Todas as dores de cotovelo alheia, todas as crises de ciúmes, toda a inveja, todos os recalques... pro inferno todas ponderações, todas as preocupações, todos os limites. Pro inferno filhas esforçadas, gente preocupada, carinho, família por perto, a mesa farta e todos aqueles outros bens imateriais. Pro inferno se o dinheiro é deles, se a casa é deles... e se só vai ser alguém porque teve quem sustentar. Pro inferno se reclamam que não conta nada, se não compartilha ou se os bons momentos pouca gente vê falar...Isso é saco cheio, aliás, sempre foi. Mas quando tudo acabar, hã, vai acabar mesmo. E não vão haver arrependimentos, de verdade!

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

to be or not to be?!

pecar pela falta
ou
pelo excesso?
---

Chutar o balde
ou
recolher a vassoura?
---

acompanhar o vento
ou
soprar?
---

terra à vista
ou
homem ao mar?
---



encantar?
desencantar?


quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Ouço

Ela tentando explicar, depois de horas de silêncio, disse:

"Sentar à mesa para almoçar já foi menos problemático. Quando a agenda era lotada não dava tempo de ouvir, de responder, de discordar. Agora tudo embrulha o estômago. O almoço cai que nem pedra... arranha na garganta, e aperta o todo o aparelho digestivo. Não aguento mais esses pratos indigestos. A cada garfada, a comida perde o gosto, os olhos marejam, a boca seca. O que me acalenta é que esse período tem prazo de validade, que as coisas se esgotam, porque eu já estou esgotada. Mas se tem uma coisa da qual cada dia que passa tenho mais certeza, é que não tenho capacidade cognitiva para entender as relações familiares.."


Foi um desabafo...Coitada, logo dela que sempre acreditou nisso tudo. Anda desolada!

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Como eu ia dizendo....

Qualquer coisa
Caetano Veloso

Esse papo já tá qualquer coisa
Você já tá pra lá de Marraquesh

Mexe qualquer coisa dentro doida
Já qualquer coisa doida dentro mexe

Não se avexe não, baião de dois, deixe de manha, deixe de manha
Pois sem essa aranha, sem essa aranha, sem essa, aranha!
Nem a sanha arranha o carro, nem o sarro arranha a Espanha
Nessa tamanha, nessa tamanha, esse papo seu já tá de manha...

Berro pelo apelo, berro pelo desterro
berro pelo seu berro, pelo seu erro
quero que você ganhe, que você me apanhe
sou o seu bezerro gritando mamãe...

Esse papo seu tá qualquer coisa
e você tá pra lá de Teerã..
-------


que coisa...
(suspiros)

quinta-feira, janeiro 15, 2009



Não curto, nem um pouco, aquelas mil e uma promessas para o próximo ano, os próximos meses, os próximos dias... ta aí uma coisa que eu aprendi. Vale mais fazer à falar, então sem promessas, valem só constatações... E dessa forma, analisando o próspero doismilenove que se instalou de repente entre nós, acabo de perceber a agenda lotada que ele tem debaixo do braço.

Um curso de corte e costura, de inglês, de italiano, viagens e mais viagens, academia, investimentos e mais investimentos, encontros e mais encontros, muitas pessoas, no ano - no mês - farras gastronomicas para manter o corpicho. E quando estiver pelas tabelas ainda tem a conclusão de graduação e uma mochila pronta.

brilho no olho, nó na garganta, sede... Um suspiro resgatado, que guarda toda e qualquer esperança, espectativa, ansiedade e coloca em baixo d'água. Lá na quarta-feira de cinzas, quando tudo se acaba, eu solto todas em uma bolha de ar, de lá a cá... por enquanto, resta apenas esperar!







"Os homens ... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.E vivem como se nunca fossem morrer...E morrem como se nunca tivessem vivido "



Dalai Lama

sábado, dezembro 27, 2008

Recesso

Em dizer que teria tanto a dizer se não houvesse tanta coisa a pensar, a confabular, a resolver... E mesmo tendo conhecimento disso, não me canso em tentar encontrar assunto, em articular, em escrever... Em vão. Se me pego em um contexto até então linear quando menos espero faço links, encontro novos percursos, viro a esquerda.

Se nos meus planos constavam um final de ano pacato e discreto, quase assim intimista, a realidade insiste em me apresentar inesperadas situações.. me confundindo, me destoando, me aprumando...

Não nego. Gosto do novo, dos novos, do risco, o imprevissível, do incerto, das possibilidades... mas ao passo que tendo dançar conforme a música, deixo meio de lado as boas e velhas manias.. como por exemplo a de alimentar essa toca preta, e silenciosa...

Me obrigo a optar, nesse periodo, só nesse periodo, pelos lugares mais barulhentos e com tantas e diferentes possibilidades e interações que me seduzem e nem me deixam titubear.

Peço recesso. Recolho meus calçados, os tapetes, apago as luzes, fecho a porta e as janelas..Ano que vem, logo ali no ano que já vem... eu as escancaro, para receber os ares do novo. No momento, nem toquem a campanhia... não há ninguem em casa... lhes asseguro!

quinta-feira, novembro 20, 2008

Descarte

Ele me reprimiu. Falou que não era para começarmos a filosofar. Foi o que bastou. Não precisaria nem dos olhares desdenhosos direcionado aos meus contra-argumentos e reflexões. Ele já havia sentenciado o final da história. E olha que eu não negaria em admitir que a conversinha anterior, até havia me seduzido. Mas o convite à falar sobre coisas que não lhe fizesse pensar, para mim, foi o suficiente para que toda a projeção desmoronasse.

Na realidade, por maior que fosse a retórica que eu disponha, naquele meio o diálogo não é artifício comum. E assim terminou o primeiro ato, da seqüência trágica de desilusões. Eu, calada. Tentando entender, se o que me prendia ali era a surpresa em conviver com pessoas que deixam de "pensar" em alguns momentos, a possibilidade de analisá-los friamente sem que eles percebessem, ou ainda ser o único ser pensante naquele vazio todo.

A minha vida inteira ouvi que meu problema era pensar demais. A ponto de ouvir de uma amiga "tu mede, analisa e pensa muito até mesmo quando tu tá bêbada". Fato. O tangencial não satisfaz. O que não permeia a alma, não atravessa o martelo auditivo, não atinge as córneas... não será decodificado pelo cortex cerebral. É descartado de imediato.

A conversa alheia, daquela noite prosseguia. Estranhamente eu relutava em ir embora. Talvez eu nem ouvisse o que era dito. Eu me ouvia. Aliás se parasse para os escutar eu me cansava e a naúseas que antes era da gripe, ali teria mais um motivo para me provocar. Mas chegou ao ponto de encerrar o assunto, de mim comigo mesma, e ir conversar com o travesseiro em casa.

Segundo ato, outro dia. A realidade, agora, clara quanto a luminárias de gravações a noite, ressecava meus olhos, ardia na pele. Mas até então, algo fazia continuar insistindo. E assim ficava ali. Por erro de percurso, acidente de trabalho o protagonista se afasta, assume a cena o suplente.

Logo em seguida, ele vai morrer. Ou melhor, vai matar, todo e qualquer possibilidade realmente de estrelar esse novo longa. Coitado, já fez teste de elenco tantas vezes, nunca foi aprovado. Deve ser poque ele faz as coisas assim, sem pensar...

De qualquer forma, essa era a chance dele. Ligam luzes, câmeras, testa o aúdio, verifica o foco, a bateria, a abertura do diafragma, o obturador. Ele olha, se acomoda e corre três toques do texto..

"Corta!"
- Mas já?
"Sim, acabei de me lembrar os motivos que me levaram a descartar essa cena antes"
- porquê?
"Falta de protagonista!"



"A presença de um pensamento
é
como a presença de quem se ama.
Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento
e que nunca seremos
indiferentes à nossa amada.
Só que longe dos olhos,
longe do Coração!
o mais belo pensamento corre o perigo
de ser irremediavelmente esquecido
quando não é escrito,

assim como a amada

pode nos abandonar
se não nos casamos com ela"

(Arthur Schopenhauer)



Hoje admito, meu encantamento pelas frases bem elaboradas,
pelo subjetivo, pela filosofia, pela poesia..

quarta-feira, novembro 05, 2008

Vaca Preta

Deve ter sido o melhor investimento na semana.
Conta como recarga...
Além das calorias, das energias, dos sabores,
deu uma injeção de nostalgia, de calmaria!
E das tantas variedades,
o que sobrava,
o que realmente eu degustava,
era o gostinho de infância...
Que soprou
contra as
tormentas,
as sangrias
as correrias
estancava pânicos
impedindo o vazamento
de mais e mais dúvidas
sossegou a mente
permitiu pensar
lembrar
falar
rir.


Por incrivel que pareça,
era só o q'eu precisava
um taça de sorvete
e uma lata de refrigerante
tudo junto e ao mesmo tempo
empinados sob o queixo
como se em casa estivesse...
bem leve, bem a vontade.

"Fabiane Berlese
(*da redação/ made in feisma)"

quinta-feira, outubro 23, 2008

O rastro...


E assim se fez a alegria do dia,
na magia do óculos... depois de ouvir o Hebert cantar para mim e contar que as garotas do neblon não olham mais para ele por causa dos óculos...
Ele falava isso para tentar acalmar meu pobre coraçãozinho aflito sem meus olhos portáteis
Confesso que funcionou,
e de repente parei de procurar, e assim ele veio até mim, nas mãos da mãe, que me dizia: "Milagre se tu não deixasse rastros teus no meu quarto..."
Alegria pura em ver que não perdi meus óculos.. meu rastro, como disse minha mãe...
que levo até Rio Grande, quase esqueço em São Lourenço do Sul e ainda perco em Porto Alegre,
há se perco...
Até porque, Brasília é longe, já Porto dá para ir de moto..
mas a capital federal parace que não vai ter lugar para mim... Cá entre nós, uma judiaria...
mas fazer o que, C'est la vi!
queria mesmo era me perder de alegria em saber que o contorno quadrado e vermelho marcou mais do que eu imaginava.
Pode até não marcar a parede, mas pauta a conversa, o comentário, a graça...
e marca a alegria do dia do post de um blog de textos qualquer, que hoje traz fotos, só para ilustrar a vibração!


"A Alegria é o alimento da alma
Alegria é nossa grande inspiração
Alegria recompensa os sacrifícios
Alegria soberana decisão..."
(Martinália)


Yes, honey..
From me, to you!

please, one moment