sábado, maio 31, 2008

Anti-frio.






As mãos e os pés congelados. E talvez, o cérebro também. O Jimi Hendrix canta incansável para me animar, coitado. Tamanha insistência até me incomoda um pouco... vou trocá-lo pela suavidade da Adriana Calcanhoto! Desculpa Jimi, mas por hora eu dispenso seus solo de guitarra.

Penso em coletivos. Uma orquestra sinfônica, quiçá. Música para dois, á sós, ou três, seis, dez... A trilha sonora de Elizabethtown seria uma que não me cairia mal. E assistir mais três ou nove filmes. Ou ainda ler A estrela Dalva de José Bicca Larré. O importante mesmo é aquecer as mãos e os pés. Até lá o cobertor deve alcançar. Já a orelha coitada, fica ali destapada. Na falta de coberto; cinema, música e literatura devem distraí-la. Entretenimento tamanho que o frio ela já não vai nem notar.











domingo, maio 25, 2008

dreams, little dreams...



Ele pegou a mão dela, deu um sorriso, um 'tchau rainha' e um beijo na mão.
E daí, ela toda boba, se recordara de todos os planos que tinha feito.
Engraçado... lá no inicio, era bem assim que ela sonhava
Em pensar que já vai fazer um ano...
E que, muito além do que era, tudo isso se tornou: razão, apoio, força...
Ela só não esperava que lhe preenchesse com tanta singularidade
E que desce tão certo.
E fizesse parte de seus risos, seus choros, suas motivações, suas estafas.
Em um ano, pouco menos que isso visto a data, tudo chegou ao ponto que sonhava.
Ela sonha ainda que será eterno, constante, presente.
E se amanhã - depois, virar verdade...
Ela, assim como agora, feliz, feliz vai ficar!

sexta-feira, maio 23, 2008

ufa!

feriados em quartas-feiras são os piores.
as quartas-feiras são o problema,
nosso desacordo é antigo!
Hoje é sexta, dia de trabalho, normalzito...
mas amanhã...
definitivamente, nada como um dia após o outro
eu nunca precisei tanto de um final de semana, como preciso hoje!!
arrebentada!

terça-feira, maio 20, 2008

Descobertas

- Rafael diz:
o que tu descobriu?
Rafael diz:
porque faculdade não é necessariamente uma profissão, quem sabe é uma puta ajuda pra nos descobrirmos o que realmente queremos fazer.
Rafael diz:
e neste caso? -



e neste caso?!
neste caso, eu sou um caso definitivamente perdido .
descobri que quero ser atriz, clarinetista, bailarina, jogadora de futebol, baterista, ser comunicologa, jornalista, publicitária, bióloga, genetesista, quero fazer cinema, quero adotar uma criança, quero viajar, quero ser fotojornalista, quero ir pra Índia visitar o rafa, quero falar francês, quero conhecer as ilhas Maldivas, quero ser astronauta, ter um telescópio... por falar nisso alguém já experimentou o telescópio que o windows bolou? espetáááááculo!!...
mas onde estávamos mesmo?!
ah sim nas descobertas?

descobri rafa, que eu tô tão perdida quanto se estivesse na Índia... mas que eu preferia estar lá do que cá!


segunda-feira, maio 19, 2008

In Extremis

cheia de dívidas
cheia de dúvidas
com conceitos revisados
com medos adicionados
meas culpas
desculpas...
eu quero fugir,
de mim mesma.

quinta-feira, maio 15, 2008

Ônus

Três dias de internamento hospitalar,
vários remédios,
injeções no braço - na perna - na barriga,
um quarto - quadrado - amarelo - sem graça.
tédio - tédio - tédio - tédio.
exames e mais exames
suspeita de trombose
não confirmada (ufa)
trauma interno profundo na panturilha direita.
pernas para o ar
uma semana para sossegar o facho
fazer nada - nadinha- mesmo
castigo
...

e esse foi o saldo de pontos do intergol da faculdade!!
e olha que a gente só ficou de vice..
imagina no próximo, que vamos ganhar!!
:D

segunda-feira, maio 12, 2008

Dia das mães

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mãe, pai, irmã, vó, vô, dindo, dinda, primos, cachorro, gato, papaguaio, periquito, tio, tia, criançada e comilança!!

Tinha que dizer algo bonito sobre/para minha mãe neh?! Mas é que de fato, as belas frases e palavras tem me falhado. Fica o abraço. Aquele que enxe o peito e canto do olho com a lágrima insistente. Que injeta cumplicidade e amor incomensuráveis. Que perdoa as falhas, os equívocos. Que apaga as mágoas, os atropelos, os trechos mal escritos. Que alivia e que dá certeza de que ela tá ali, o tempo todo. Que me engasga.

Deve ser por isso que tem dia especifico.


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domingo, maio 11, 2008

" Mas ela é tri bonita, negão"

E ainda há quem duvide da minha coragem...
5 horas da manhã. No termometro algo tipo 2º ou 3º C.
A saída de hoje sem carona de volta e a deprimente situação de pegar o ônibus, meio digamos assim sonolenta, em plena madrugada. Ok, se é assim, assim que fosse. Pós caminhada, agradável diga-se de passagem com desconhecidos de um bar ao outro (*ressalva: ambos vazios), é hora de desistir, de ir para a casa... sim, a noite acabou darling!

Ok, de lá até a parada de ônibus devem dar cinco minutos, não mais que isso. Mas da parada até a vinda do ônibus o tempo é incontável. E passa gente. Estranha, loira, morena, de salto, bebado, de dupla, de preto, de mini-saia. Ai que passa gente, já o ônibus... desse nada... E o frio... e o vento... e o "oi, tá sozinha?!" de 3 em 3 minutos acentuavam minha ânsia e vontade de chegar em casa.

- "Vou a pé"... penso cá com o único botão do casaco.
-" não, melhor, não vou esperar"

tá, então espero...e em meio a toda essa esperança, mais um "oi, tá sozinha?!" eis que surge. Não respondo, eles (*sim, dois) insistem:"Esperando o ônibus, sozinha nesse frio, tadinha!!". Era bem o que eu pensava até eles chegarem, mas mesmo assim continuava a me esconder dentro do casaco, olhando para baixo. O gabriel diz:

- "fica com vergonha não, vamos ficar aqui daí tu não fica sozinha"

Mala. Não viu que eu não queria conversa? Bem, talvez eu quisesse... mas minha mãe disse para eu não falar com estranhos, ainda mais se eles fossem estranhos mesmo e caminhassem além de 5 da manhã pelas ruas da cidade. Mas não me aguentei ergui a cabeça e daí larguei o:

- "Ok, fiquem a vontade!"

Risada do Gabriel, risada do Igor. Esse segundo, quase que estantaneamente após me ver, espanta-se em um "Mas é tri bonita, negão", dirigindo -se ao primeiro, o Gabriel. Agora espanto meu, ao ouvir tal frase. - porque? deveria eu ser feia para estar esperando o ônibus na madrugada?! Mas diferente deles eu nada disse. E digamos que tal argumento me alimentou o ego, até a pouco destruido por aquela humilhante espera de ônibus
. *Os moços nem bêbados estavam, e eu mal tinha me arrumado hoje, enfim, foram os seus olhos.

Conversa vai, conversa vem - " a gente te leva em casa" , "não, eu preferiro ir de ônibus" - tudo com muita educação e gentileza de ambas as partes (*pasmem, papo agradável mesmo, eu juro).

-" Ok, fabi, então a gente vai descendo... qualquer coisa grita tá!! anota meu número aí... fica bem! um abraço!"

Que bonito, que simpatia, que alegria... e quem disse que na noite todos os gatos não são pardos mesmo?! e vá que sejam? Óbvio que minutos antes eu não estava tão segura assim. E também que eu estava com meu bico fino, salto agulha acionado no caso de maiores necessidades, mas que entretanto não foram necessárias.

Mas voltemos ao ônibus. 5h30 e nada. Ok, "desisto! Vou à pé". Pasmem novamente, SIM eu vim mesmo. 5h45 eu chegava em casa. Faceira, sã e salva. Depois de ter conhecido o Gabriel, o Igor e Rafael. No meio do trajeto, foi a vez do Rafael surgir:

- "Boa noite"
eu, nada...
- "oi moça, eu vou te acompanhar, não vou te fazer mal não, to indo embora, vou só andar do teu lado... posso neh?!"

Pode, fazer o quê?! já estava ali mesmo. Aí ele veio. Delhê papo e delhê trova. "Por que que essa gata não tem dono?", "Mas o quê que uma mulher linda como tu faz sozinha?", "Me dá teu telefone, amanhã eu não ligo porque é dia das mães, mas no sábado que vem ...", "Eu me apaixonaria por ti até se fosse altas horas da madruga e tu estivesse indo embora sozinha...", "Ei, eu até te pedia em casamento" -... mas não teve jeito, ele não levou o broto!!

Em compensação, o broto - eu no caso - chegava em casa rindo à toa, achando aquela a noite a mais divertida da semana da semana que terminou poucas horas antes. Incluindo a perda do sapato minutos atrás, a la Cinderela como diriam uns, e mais outros contos e causos. Noite boa, que me protegeu e me cuidou. Percebi que devo ter um pacto (*só pode) com o arquiteto do universo como diria o escritor J. Bicca Larré - recomendo -.

Para o teórico em psicologia Erick Karsaklian as caracteristicas ligadas a proteção de um individuo se desenvolvem a medida que esse recebe estimulos dos pais quando ainda criança. Quanto mais proteção se dá, menos medo o monstrinho desenvolve, e na sua concepção o mundo passa a protegê-lo, quando os pais o largarem de mão. Dessa forma, numa equação de estimulos-respostas o mundo passa a responder e atender as vontades desse individuo. Mais ou menos aquela coisa que chamam hoje de emissão de energias-recepção de energias correspondentes.

Em uma só frase o supra-suma da história toda: Mãe, pai - muito obrigada!!
e de lambuja agradecer a sorte e ao meu atarefado anjo da guarda...não que eu não creia nas teorias de Erick Karsaklian, mas vá que meu anjo fique com cúmes e da próxima vez eu não tenha tanta sorte...

(*pronto, desabafada e com frio - agora eu vou durmir :)


terça-feira, maio 06, 2008

Campanha do Agasalho

Bem que eu queria inspirada estar a ponto de nessas linhas mal traçadas, entusiasmada falar das necessidades alheias. Não que eu não as reconheça e considere. No entanto ando tão sem motivações, que tem me faltado calor no coração para preocupar-me com as dores do mundo. Sim, estamos portanto, diante de uma situação bem delicada.


Tenho passado frio. E de tanto frio que passo, hoje a noite fuçando em minhas entranhas percebo meu músculo principal, quem deveria bombear-me as emoções, reduzido a 27% do seu tamanho. Uma perda significativa de mais de 70% devido ao frio que tem passado. Meu pobre coraçãozinho, antes vistoso tamanho uma mão fechada, agora medindo pouco mais que o dedo mindinho. Indo e vindo na sofreguidão do seu pulsar quase sem vontade, ameaçando parar. Tuntun, tuntun.. tun-tun, tun, tun, t....


Mais uma parada cardíaca, deste ano que nem começou, mas já beira a metade em datas e ultrapassa a marca de quedas do circuito interno. De sustos, de medos, de surpresas, de tristezas, decepções, de risos, de choros, de nãos, de sins, de vais, de vens... motivos não lhe faltaram.


Pero, desta vez, ao que me parece suas dores serão mais demoradas. Pobre coraçãozinho continuará assim, sem forças, agonizando entre vida e morte, até que encontre motivos definitivos a entregar-se ou salvar-se de vez. Motivos avulsos. Sim porque, ai que os comprometidos já me causaram muito trabalho, ou melhor tiraram-me o que tinha. |*ela disse tantas vezes que já me convenci que ora lancei meus irresistíveis encantos àquele pobre moço mal acompanhado, o namorado dela|- adendo: Deus proteja meu blog daqueles olhos de lince. (rsrs)


Mas como ia dizendo, dos frios que passo, o calor que falta, é humano. Do mês que passa a sensação que tenho é de que já é agosto, mês de desgosto. E que desse inverno/inferno astral interminável, não vai sobrar pedra sobre pedra. A não ser que o outubro se adiante, e o fevereiro antecipe meu carnaval. A mim, não seria mal. Mas minha mãe me conforta dizendo que não há heróis sem derrotas, não há mártires sem sofrimento.


E todo esse enrolar, me faz lembrar Mário Quintana. E posso ouvi-lo, suspirar ao dizer que "se as coisas são inatingíveis, ora. Não é motivos para não querê-las. Triste os caminhos se não fosse a mágica presença das estrelas." É ele, o meu poeta anjo, injetado direto na veia em doses cavalares, quem ainda estimula em meu pobre coraçãozinho seus últimos pulsares. Me visto de suas frases, me aconchego entre suas vírgulas, me aqueço com suas palavras.


*Piero, esse é por nós dois, vitimas do mesmo frio ;)

please, one moment