sábado, dezembro 27, 2008

Recesso

Em dizer que teria tanto a dizer se não houvesse tanta coisa a pensar, a confabular, a resolver... E mesmo tendo conhecimento disso, não me canso em tentar encontrar assunto, em articular, em escrever... Em vão. Se me pego em um contexto até então linear quando menos espero faço links, encontro novos percursos, viro a esquerda.

Se nos meus planos constavam um final de ano pacato e discreto, quase assim intimista, a realidade insiste em me apresentar inesperadas situações.. me confundindo, me destoando, me aprumando...

Não nego. Gosto do novo, dos novos, do risco, o imprevissível, do incerto, das possibilidades... mas ao passo que tendo dançar conforme a música, deixo meio de lado as boas e velhas manias.. como por exemplo a de alimentar essa toca preta, e silenciosa...

Me obrigo a optar, nesse periodo, só nesse periodo, pelos lugares mais barulhentos e com tantas e diferentes possibilidades e interações que me seduzem e nem me deixam titubear.

Peço recesso. Recolho meus calçados, os tapetes, apago as luzes, fecho a porta e as janelas..Ano que vem, logo ali no ano que já vem... eu as escancaro, para receber os ares do novo. No momento, nem toquem a campanhia... não há ninguem em casa... lhes asseguro!

quinta-feira, novembro 20, 2008

Descarte

Ele me reprimiu. Falou que não era para começarmos a filosofar. Foi o que bastou. Não precisaria nem dos olhares desdenhosos direcionado aos meus contra-argumentos e reflexões. Ele já havia sentenciado o final da história. E olha que eu não negaria em admitir que a conversinha anterior, até havia me seduzido. Mas o convite à falar sobre coisas que não lhe fizesse pensar, para mim, foi o suficiente para que toda a projeção desmoronasse.

Na realidade, por maior que fosse a retórica que eu disponha, naquele meio o diálogo não é artifício comum. E assim terminou o primeiro ato, da seqüência trágica de desilusões. Eu, calada. Tentando entender, se o que me prendia ali era a surpresa em conviver com pessoas que deixam de "pensar" em alguns momentos, a possibilidade de analisá-los friamente sem que eles percebessem, ou ainda ser o único ser pensante naquele vazio todo.

A minha vida inteira ouvi que meu problema era pensar demais. A ponto de ouvir de uma amiga "tu mede, analisa e pensa muito até mesmo quando tu tá bêbada". Fato. O tangencial não satisfaz. O que não permeia a alma, não atravessa o martelo auditivo, não atinge as córneas... não será decodificado pelo cortex cerebral. É descartado de imediato.

A conversa alheia, daquela noite prosseguia. Estranhamente eu relutava em ir embora. Talvez eu nem ouvisse o que era dito. Eu me ouvia. Aliás se parasse para os escutar eu me cansava e a naúseas que antes era da gripe, ali teria mais um motivo para me provocar. Mas chegou ao ponto de encerrar o assunto, de mim comigo mesma, e ir conversar com o travesseiro em casa.

Segundo ato, outro dia. A realidade, agora, clara quanto a luminárias de gravações a noite, ressecava meus olhos, ardia na pele. Mas até então, algo fazia continuar insistindo. E assim ficava ali. Por erro de percurso, acidente de trabalho o protagonista se afasta, assume a cena o suplente.

Logo em seguida, ele vai morrer. Ou melhor, vai matar, todo e qualquer possibilidade realmente de estrelar esse novo longa. Coitado, já fez teste de elenco tantas vezes, nunca foi aprovado. Deve ser poque ele faz as coisas assim, sem pensar...

De qualquer forma, essa era a chance dele. Ligam luzes, câmeras, testa o aúdio, verifica o foco, a bateria, a abertura do diafragma, o obturador. Ele olha, se acomoda e corre três toques do texto..

"Corta!"
- Mas já?
"Sim, acabei de me lembrar os motivos que me levaram a descartar essa cena antes"
- porquê?
"Falta de protagonista!"



"A presença de um pensamento
é
como a presença de quem se ama.
Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento
e que nunca seremos
indiferentes à nossa amada.
Só que longe dos olhos,
longe do Coração!
o mais belo pensamento corre o perigo
de ser irremediavelmente esquecido
quando não é escrito,

assim como a amada

pode nos abandonar
se não nos casamos com ela"

(Arthur Schopenhauer)



Hoje admito, meu encantamento pelas frases bem elaboradas,
pelo subjetivo, pela filosofia, pela poesia..

quarta-feira, novembro 05, 2008

Vaca Preta

Deve ter sido o melhor investimento na semana.
Conta como recarga...
Além das calorias, das energias, dos sabores,
deu uma injeção de nostalgia, de calmaria!
E das tantas variedades,
o que sobrava,
o que realmente eu degustava,
era o gostinho de infância...
Que soprou
contra as
tormentas,
as sangrias
as correrias
estancava pânicos
impedindo o vazamento
de mais e mais dúvidas
sossegou a mente
permitiu pensar
lembrar
falar
rir.


Por incrivel que pareça,
era só o q'eu precisava
um taça de sorvete
e uma lata de refrigerante
tudo junto e ao mesmo tempo
empinados sob o queixo
como se em casa estivesse...
bem leve, bem a vontade.

"Fabiane Berlese
(*da redação/ made in feisma)"

quinta-feira, outubro 23, 2008

O rastro...


E assim se fez a alegria do dia,
na magia do óculos... depois de ouvir o Hebert cantar para mim e contar que as garotas do neblon não olham mais para ele por causa dos óculos...
Ele falava isso para tentar acalmar meu pobre coraçãozinho aflito sem meus olhos portáteis
Confesso que funcionou,
e de repente parei de procurar, e assim ele veio até mim, nas mãos da mãe, que me dizia: "Milagre se tu não deixasse rastros teus no meu quarto..."
Alegria pura em ver que não perdi meus óculos.. meu rastro, como disse minha mãe...
que levo até Rio Grande, quase esqueço em São Lourenço do Sul e ainda perco em Porto Alegre,
há se perco...
Até porque, Brasília é longe, já Porto dá para ir de moto..
mas a capital federal parace que não vai ter lugar para mim... Cá entre nós, uma judiaria...
mas fazer o que, C'est la vi!
queria mesmo era me perder de alegria em saber que o contorno quadrado e vermelho marcou mais do que eu imaginava.
Pode até não marcar a parede, mas pauta a conversa, o comentário, a graça...
e marca a alegria do dia do post de um blog de textos qualquer, que hoje traz fotos, só para ilustrar a vibração!


"A Alegria é o alimento da alma
Alegria é nossa grande inspiração
Alegria recompensa os sacrifícios
Alegria soberana decisão..."
(Martinália)


Yes, honey..
From me, to you!

terça-feira, outubro 14, 2008

Para formar bons condutores

Atropelando o português.

Quase três horas depois de explanações sobre de meio ambiente e cidadania, a professora enjuriada de tanto repetir aquelas questões que segundo ela nem são tão importantes porque "não caem muito no exame neh?" e possivelmente cansada de tanto repetir "cidadões" (*ai) durante a aula, resolve testar o conhecimento dos seus esforçados alunos.

Entre as perguntas, das quais o nível de dificuldade eram de saltar aos olhos até de um ceguinho, se sobresaí uma... Aliás, ousaria em defini-la como supra-sumo das interrogações, vejam vocês:

O relacionamento indireto e IMPESSOAL* entre as PESSOAS* é característica** de qual espaço?
(*grifo meu, **acentuação minha)

a) Espaços sociais
b) Sociedade
c) Núcleos sociais**
d) Esferas
e) Grupos sociais

Passados cinco ou dez minutos, o som de uma voz grave, posto à fileira posterior a minha, tenta atingir o ouvido do vizinho do lado, no entanto atinge em cheio o meu, que gravemente ferido, pensa que ali é chegada sua hora...

- "tchê, mas que que significa esse tal de nocivo?"

o tchê, responde e em seguida ele engatilha mais de sua munição contra a indefesa gramática:

- "e esse troço aqui, disturbo e molêstia que que significa?"

Não se enganem, ele não era um senhor de idade, muito menos desses que moram para além do perímetro urbano. Devia ter entre 19 e 23 anos, usava calças largas, tênis de marca, boné para o lado, brinco na orelha...
Sem ofensas aos esteriótipos, é só para que percebam que realmente não pertencia a zona rural, e muito menos a classe baixa... até porque tirar carteira de motorista hoje em dia, não é nada barato...

Eis que então passam mais dez minutos e a professora resolve corrigir a prova.


questão número 15.
Poluição é:

resposta do gabarito: a) O conjunto dos elementos do meio ambiente

questão número 21.
O relacionamento indireto e IMPESSOAL* entre as PESSOAS* é característica** de qual espaço?
(*grifo meu, **acentuação minha)
resposta do gabarito: b) Sociedade

Explico:
É que o meio ambiente, tem agora uma nova opção acoplada, o botãozinho de auto-poluir... E na verdade o certo é você respirar fumaça, banhar-se em coliformes fecais e tomar banho de sol sob a luz do buraco na camada de ozônio....
E quanto a questão 21, ora pois, você é um homem ou um rato?
então, é por isso, que a b é a resposta...



Complicado neh?
infringir as leis de trânsito é crime...
e as leis da língua portuguesa, coitadas, não servem para nada?
Ah perdão, havia me esquecido que essas leis gramáticais não passam de entraves lingüísticos, conforme o presidente. O negócio é acabar com todas elas... e daí em diante, só alegria!
¬¬


Viva Brasil: Um país de analfabetos funcionais.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Quem ama bloqueia - (da redação)

Ai que cada vez mais eu penso que o principal objetivo da Unifra é alianar e apoderar-se única e exclusivamente de nós, unidades mantenedoras dessa instituição...
msn bloqueado, assim como todo e qualquer encaminhador que possa tentar burlar o bloqueio!
No telefone da ligação solicitada nem sinal...
Me sinto enclausurada nessa saleta da qual eu não posso sair já que o recinto precisa se manter aberto...
aaaaaah carambaaa... precisooo me comunicarrrrrrrrrrr!!!
Vo ficar maluca desse jeito...
to pensando em adaptar o bom e velho sistema da comunicação por fumaça...
vou começar queimando esse ar condicionado barulhendo!!!!

Grrrrrrr....
yo, una pseudo-periodista.

domingo, setembro 21, 2008

Casos perdidos

E Loreta, a mãe, ininterruptamente desabafa com a psicanalista, em uma consulta de avaliação da terapia:

Está, como sempre, tudo errado. Há pilhas de texto para ler, amontoados de roupas para lavar, montes de lixos para tirar, sujeiras para limpar. Perguntou-me o que foi que ela fez com o tempo que tinha livre. Respondo sem ponderar: "fizeste dele, nada". Ela enche os olhos de lágrimas e sai. Antes de sumir por completo, meio que engolindo o choro me falou em máquina do tempo. Ri, e impiedosamente direicionei lhe um olhar de desprezo. Ela não muda.

Mas entenda, não há mais desculpas ou amedotas que suavizem as minhas angústias. Quando é que vai aprender? se eu já disse, você já disse, todos disseram. Ela entende, sei que entende. Mas não reage, não transforma. É torta, e torta vai ser até estabelecer se com mais responsabilidades. Agora, daqui escuto suas lamúrias. Perde mais tempo lamentando-se do que modificando.

Me contou ter lido em um site de previsões que suas ascendências astrais tem grande propensão à teoria, e muito pouco à prática. E nessa justificativa van ela se apoia. Vai assim até o próximo tropeço. Quando de repente parece acordar, e estar disposta a mudar tudo. Até que chegue o final do dia, me olhe com aquela cara de cão que lambeu graxa, e me pergunte o que fez do seu tempo. Já sem paciência, daqui em diante digo que a mim pouco interessa, eu vou só cuidar do meu tempo.

- Mas foi o que você fez até agora, não foi?

Claro que não. Sempre mostrei a ela como deveria ser. Sou super presente, ela vê as coisas como eu as faço, deveria ter a mim como um exemplo. Mas não, ela é o oposto de mim. Não faz nada certo. Não tem capricho, nem amor próprio!
não foi isso que eu a ensinei.

- Mas então o que é que a deixou assim?

Está querendo dizer que ela ser assim, é culpa minha? Dei tudo que ela precisava, sempre. Bem que me falaram que esses psicanalistas não servem para nada, nunca e sempre que podem culpam os pais.


--
Irritada, Loreta pega a bolsa, joga em cima da mesa o valor da consulta e bate a porta do consultório. Mais uma vez a filha a fez gastar com bobagens. Mais uma vez ela tinha certeza de que tudo que dedicou à menina foi só desperdicio. Afinal, casos perdidos, são casos perdidos.

terça-feira, setembro 09, 2008

não que eu saiba...

mas hoje decidi fazer algumas publicações extras, como contos e crônicas.
pense nisso como um disfarce.
entenda tal maquiagem, seus motivos e significados como bem entender...
ou nem as entenda...

Come on, wink what you want...
you are free!!
or
not?





sexta-feira, agosto 29, 2008

Contraposições

Coisas que me fazem entrar em crise:

Trocar de emprego;
Ler blog's vizinhos quem nem imaginam que eu estive por lá;
Mudar o tema da mono e a linha de interesse;
Discutir ética, cidadania, freud, habermas, foucault;
Escutar o disco de 1996 do belchior;
Trabalhar com o indesign.

Coisas que fazem com que eu me sinta bem:

Trocar de emprego;
Ler blog's vizinhos quem nem imaginam que eu estive por lá;
Mudar o tema da mono e a linha de interesse;
Discutir ética, cidadania, freud, habermas, foucault(...);
Escutar o disco de 1996 do belchior;
Trabalhar com o indesign.


Tava eu aqui invejando textos alheios. Ainda não descobri uma maneira enérgica de agir comigo para que meus textos não tenham uma significação tão pessoal. Um dia reduzo meus ai's, estimulo minhas críticas, expelo contraposições à politica, bombardeio idéias e ideais. Por hora, entrego-me ao egocentrismo e à autoafirmação. Mesmo contra-vontade, admito que no momento é tudo que tenho a oferecer.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Plin**

E me descubro jornalista.
Ao papel que reneguei, torci o nariz, fiz pouco caso
Agora aqui, à frente desse computador,
contrario
e me deleito com os usos e desusos do verbo.
Num ato praticamente automático, depronto
ligo à luz da uma sala escura,
sopro vida à larvas,
faço delas borboletas atraentes e coloridas.
Me vendo.
Ora pois, quem de nós interessaria-se por larvas?
tão brancas, intediantes e fechadas...
Por mais vulneráveis que sejam,
ão de convir,
que as borbolestas são mais sedutoras
mais reluzentes!
e se sedutor não for, de que vale tanto esmero.
Caso contrário, prefiro nem entrar na sala
deixo as luzes apagadas.
Aí me dirias que esse é meu declinio ao visível
pois que seja.
declaro, claramente, preferência.
O voô leve, colorido, reluzente, da borboleta
ao marasmo introspectivo da pálida larva.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Soneto Obsoleto

É como se fosse a remissão dos meus pecados
O alivio da minha alma
a redução da minha cruz
O meu cruzar de dedos.

O ponto final é cacofônico
Ressoa tanto, quanto o bater dos sinos da catedral
Cada badalo atinge as paredes do peito
A mesma dor que machuca, leva embora angústias, mágoas e incertezas

Se outrora fiquei sem chão, agora sinto pisar em terra firme
é como se tudo fizesse sentido
é como se, agora, tudo eu estivesse sentindo

É paz e guerra ao mesmo tempo
Dor e alívio para a mesma ferida
Sopro divino


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Dentre as minhas verdades, essa foi a qual eu mais tentei fugir. Hoje eu posso admitir. Hoje eu vou conseguir dormir. Como no filme: Boa noite, boa sorte.

exchange or not exchange

O que é que me prende?
- I dont know!!!

Eu sei... todo mundo sabe... tudo que me desagrada, que me repele, que me desprende, mas na hora H eu sempre titubeio. Não sei se é o certo pelo duvidoso, o mais pelo menos, os apegos, os desapegos e seus pontos de interrogação... ai Caramba... Eu pensava que seria mais fácil... temo que haja caras tortas... surpressa é certo que vai haver... mas... mas... ai... que aflição!

e se meu passo for infalço?
Malditos tombos que sempre nos deixam ressabiados!

muito aflita!
de verdade



segunda-feira, agosto 11, 2008

Coisa de Novela

Eu sempre disse que a Donatela era do bem!
sempre disse!!!














segunda-feira, agosto 04, 2008

one time, please



H
oje queria contar para as paredes, as tantas coisas do meu coração, como diria Marisa Monte.
Mas fato é que diferente dela tem me faltado tempo para caminhar nas horas, e fazer tantas descrições e reflexões sobre minha vida, meus amores, minhas novas invenções...
Queria dizer as paredes, que enfim me matriculei.
Além disso, me alegraria contar os tantos causos e percepções sobre o 'trampo' para a coca- e sobre isso teria muitas coisas para contar-, mas é que ele somando ao estágio, a volta às aulas e a tv ovo, compõe os quatro fatores que têm preenchido bem meu tempo... Sobra-me, ultimamente, apenas os intervalos para bolar novos planos para dominar o mundo.
Ou para, simplesmente, justificar tanta ausência virtual..ou ouvir chico, ou ler galeano, ou só para dizer a agosto, que nem me venhas com essa de mês de desgosto... ora pois, esse papel outros meses cumpriram bem...
agora é hora de carnaval fora de época!!
e devo dizer que posso até sentir vivido no vento, um cheirinho bom de pão de casa, de bons amigos, de coisas legais, de vida boa, de gente nova, de velha vida nova!

bem faceira!!




"...Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia..."
[chico buarque]

segunda-feira, junho 30, 2008

declaração

e me declaro desmatriculada,
sim!
saibam vocês que eu acabo de não efetuar a rematricula,
e nesse caso,
cá estou eu na metade-
ou um pouco além- do curso sem nenhuma cadeira para cursar no próximo semestre...
que deprê...
carta branca para alguém que estava bem querendo trancar a faculdade,
vou esperar anciosa o reajuste, até lá eu decido o que realmente fazer com os meus 20 e poucos anos...

dessarranjo

Por isso que professores dão aula
e jornalistas fazem jornalismo...



"Cada um no seu quadrado, cada um no seu quadrado..."

manhê, quero ser jornalista quando eu crescer, por favorrr!

sábado, junho 21, 2008

tem um furo no meu pé?

E então hoje eu percebi que pouco me importa quem acha
ou deixa de achar
quem pensa ou se deixa de pensar
quem aprova ou resolve desaprovar...
na verdade, não me sinto dona da verdade,
mas sim com autoridade suficiente para eu achar o que eu quiser!
assim como perder o que bem entender...
Pouco me importa se hora decepciono
outrora, também fui decepcionada e
isso serviu pra eu reavaliar os meus conceitos
Agora observo quem caminha comigo do meu lado
quem é meu de fato
e a que vertente eu pertenço
ao passo de que me preocupa apenas as minhas inquietações
o resto é balela.
Se para as minhas atitudes, há reprovações
tão pouco me gasto.
Penso que valha minha consciência
descência, transparência,
a um amontoado de palavras em busca de parecer o que não sou
Não quero ser melhor,
menos ainda o vencedor
basta-me o prazer de fazer o que de fato é meu dever
sem agradar gregos, nem troianos
menos ainda ter neste a referência para indicações
faço jornalismo,
não politica;
não me candidato,
me abstraio;
não quero cadeira cativa,
sento no chão;
não ocupo muito espaço,
fico ali calada, tranquila e serena,
unicamente preocupada com o que me dá prazer:
Fazer poesia com histórias de verdade
Ouvir música e cantarola-las
Parar o tempo, transformá-lo em negativo
Conviver com quem realmente tem um pouco de mim
Ver, Ter, Ler, Ser!!
parecer, não é pra mim.

Na mira!




tiros?
não, não gostos de armas de fogo.
distribuo chapéus coloridos...
usa a quem couber melhor!

Para os ferimentos nos pés
uso mertiolate ;)


domingo, junho 15, 2008

Das sutilezas



"Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
(...)
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
(...)
Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim..."






e ouvir teatro mágico, eternamente.



Suave, sereno, sutil.... música para olhos, ouvidos e alma...outrora falo mais desses meus velhos conhecidos!!

quinta-feira, junho 12, 2008

finish

na voz da Ivete Sangalo, a letra de beto Barbosa para minha homenagem póstuma :

" Choooooraando se foi, quem um dia só me fez chorar..."

quarta-feira, junho 11, 2008

por isso:




Não cara, eu não sou de pouca brasa!!!
Não gosto de fogo brando ou de xama de meio pavio.
Gosto de explosões, de incêndios cinemátograficos, de fogueiras de quatro quarteirões ou no minimo uma vela de trinta dias para Exu.
Praticamente uma incendiária. Não gosto de ver o circo pegar fogo! Meu negócio é ver o vilarejo todo queimar, derreter, desmanchar... sem dó nenhum.
Ora vamos, para quê tanto espanto, tantos dedos, tantos conselhos? e se a joana D'arc não fosse eu?
será que tanta calmaria ia funcionar?

cansei de ser agua morna, virei tempestade, daqui para frente eu agüento o que for, e levo adiante o que precisar!!

--

Vingada? não! nunca quis vingança... O estrago feito ninguém conserta, a dor causada ninguém apaga, a mágoa continua ali e ali vai continuar até exu levar. Mas tenham certeza, só sabe da reação o que recebe a ação. Ninguém mais!

o resto... que se exploda!



segunda-feira, junho 09, 2008

Histórias que não tem fim...

"É a primeira vez que acontece, então, o problema não sou eu e sim quem começou com tudo isso... como todo mundo já me disse!"



Será o quem referido ainda sou eu? Estranho... o primeiro 'quem', todo mundo sabe, era eu!! Mas aí eu saí, porque eu, em frases dela tentei: seduzir seu 'namorado', não o chefe - talvez se tivesse seduzido o chefe eu até tivesse ficado - mas meu forte não é trapaça. O chefe na época era de uma amiga, o namorado dela não, enfim.. Então saí e surgiu um novo quem, isso? Será mesmo? caramba...

Depois vem ela jurar que é simples assim, pois o problema não é ela e sim quem começou tudo isso. Ah claro, quantos quem's podres não tem no mundo não é mesmo?! que preste só ela, e um que lá ou outro que seja seu derivado... Por isso o problema não é ela, óbvio que não é! A não ser que o quem mencionado seja eu! Mas não pode ser... to eu cá tão quetinha!! Tudo bem qu'eu seja uma sementinha do mal. Mas lembra, meu pé foi cortado bem perto da raiz, dois meses antes dele estruturar-se e florescer e dar frutos... Então não pode ser eu, definitivamente!!

Outra coisa que me intriga: 'a primeira vez'... Como assim? Só pode que ela sofre de perda de memória recente como a Dolly do Nemo. Jacá fofa, como assim a primeira vez? aie, juro que se eu soubesse não tinha comprados sabonetes de morango, mas sim de guaraná cerebral como presente de formatura. (*Aliás, presente de formatura que o chefe dela até hj não pagou sua parte... coitado, trabalha duro, ganha pouco.. Vida de secretário sabe como é...)

Mas enfim, pena eu tenho do pobre quem, vitima desta vez...fico tentando imaginar qual será o argumento.. se eu na minha mornisse joguei meu charme para o moço aquele, esse fogoso quem (*por quem tenho profundo apresso e carinho de verdade, não é uma ironia!!) já levou o broto.

E fico me perguntando deus meu: Como que pode?! Uma "jornalista" 'estar sendo' tão, tão...como posso dizer, ãn sim, profissional.. Tão maravilhosamente profissional, profissionalissíma, eu diria!!! *Sabe o que mais me encanta nela?! A quantidade de gerúndios por metro quadrado (ou seria redondo para combinar com suas formas físicas atuais?!)...

Sorte a nossa, que para essas coisas tão maravilhosas não há epidemia. Eu me preocuparia de pegar a doença da perfeição, da ética e do bom caráter, do profissionalismo e ser da mesma qualidade dela. Prefiro viver entre os mortais. Pobres mortais, sempre dispostos a roubar a alegria alheia e eliminar os iluminados.

Dentre as tantas sandices que ela já disse, fez, e escreveu, essa seria só mais uma. Mas eu, como não valho um vintém, não resisto em ir lá ler tais insanidades. Afinal, vocês ão de convir que o que seria de uma boa briga se não houvesse vilã e uma vitima. Oi, eu sou a vilã! Não abro mão desse papel por naaaada!!


**Ah e só para não perder o costume: depois do “então” Jacá, tem uma virgulinha!! Então é adjunto adverbial causal deslocado, e por isso virgula nele. Eu tomei a liberdade e a coloquei, por que eu não entendo de português, os jacarés que entendam!!!

quinta-feira, junho 05, 2008

Na íntegra

Pressão no trabalho prejudica a criatividade

Conclusão é resultado de estudo realizado na UnB

Publicado em 30/05/2008 - 12:31

Estabelecer metas e cobrar resultados de maneira ponderada e equilibrada são estratégias que podem incentivar o funcionário a ser mais criativo. Essa foi a conclusão da dissertação de mestrado "Pressões no trabalho e a criatividade no contexto organizacional", da psicóloga Virgínia Nogueira. O estudo também apontou que o abuso dos limites físicos e o trabalho sob pressão exercem reflexos negativos no desenvolvimento do empregado e o desmotivam.

A pesquisadora avaliou o funcionamento de uma das maiores redes de supermercado do país e identificou diferentes tipos de pressão que prejudicam a criatividade nas organizações. Os funcionários entrevistados eram chefes de seção, diretamente responsáveis pelos resultados de suas áreas.

De acordo com o levantamento de Virgínia, a pressão de tempo foi uma das mais comentadas pelos chefes de seção. Esse tipo de pressão, na opinião dela, está associado à sobrecarga de trabalho e, em alguns casos, relacionada à falta de pessoal. A auto-exigência elevada, as pressões da família e dos amigos e a cobrança exacerbada por resultados também foram apontadas com entraves para o desenvolvimento de estratégias criativas no ambiente de trabalho.

As estratégias para driblar essas pressões, segundo a pesquisadora, podem partir da empresa ou do funcionário. Os voluntários da pesquisa afirmaram ser possível equacionar as cobranças por meio de um bom planejamento pessoal de tarefas e de tempo. Outros sugerem trocar idéias e experiências com colegas de serviço como forma de enfrentar a sobrecarga de trabalho e as demais pressões do ambiente. Mas, para Virgínia, a empresa também tem um papel importante nesse aspecto, e deve desenvolver como estratégia de incentivo programas estruturados e de estímulo à criatividade.

A pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Administração da UnB (Universidade de Brasília), sob orientação da professora Maria de Fátima Bruno de Faria.

sábado, maio 31, 2008

Anti-frio.






As mãos e os pés congelados. E talvez, o cérebro também. O Jimi Hendrix canta incansável para me animar, coitado. Tamanha insistência até me incomoda um pouco... vou trocá-lo pela suavidade da Adriana Calcanhoto! Desculpa Jimi, mas por hora eu dispenso seus solo de guitarra.

Penso em coletivos. Uma orquestra sinfônica, quiçá. Música para dois, á sós, ou três, seis, dez... A trilha sonora de Elizabethtown seria uma que não me cairia mal. E assistir mais três ou nove filmes. Ou ainda ler A estrela Dalva de José Bicca Larré. O importante mesmo é aquecer as mãos e os pés. Até lá o cobertor deve alcançar. Já a orelha coitada, fica ali destapada. Na falta de coberto; cinema, música e literatura devem distraí-la. Entretenimento tamanho que o frio ela já não vai nem notar.











domingo, maio 25, 2008

dreams, little dreams...



Ele pegou a mão dela, deu um sorriso, um 'tchau rainha' e um beijo na mão.
E daí, ela toda boba, se recordara de todos os planos que tinha feito.
Engraçado... lá no inicio, era bem assim que ela sonhava
Em pensar que já vai fazer um ano...
E que, muito além do que era, tudo isso se tornou: razão, apoio, força...
Ela só não esperava que lhe preenchesse com tanta singularidade
E que desce tão certo.
E fizesse parte de seus risos, seus choros, suas motivações, suas estafas.
Em um ano, pouco menos que isso visto a data, tudo chegou ao ponto que sonhava.
Ela sonha ainda que será eterno, constante, presente.
E se amanhã - depois, virar verdade...
Ela, assim como agora, feliz, feliz vai ficar!

sexta-feira, maio 23, 2008

ufa!

feriados em quartas-feiras são os piores.
as quartas-feiras são o problema,
nosso desacordo é antigo!
Hoje é sexta, dia de trabalho, normalzito...
mas amanhã...
definitivamente, nada como um dia após o outro
eu nunca precisei tanto de um final de semana, como preciso hoje!!
arrebentada!

terça-feira, maio 20, 2008

Descobertas

- Rafael diz:
o que tu descobriu?
Rafael diz:
porque faculdade não é necessariamente uma profissão, quem sabe é uma puta ajuda pra nos descobrirmos o que realmente queremos fazer.
Rafael diz:
e neste caso? -



e neste caso?!
neste caso, eu sou um caso definitivamente perdido .
descobri que quero ser atriz, clarinetista, bailarina, jogadora de futebol, baterista, ser comunicologa, jornalista, publicitária, bióloga, genetesista, quero fazer cinema, quero adotar uma criança, quero viajar, quero ser fotojornalista, quero ir pra Índia visitar o rafa, quero falar francês, quero conhecer as ilhas Maldivas, quero ser astronauta, ter um telescópio... por falar nisso alguém já experimentou o telescópio que o windows bolou? espetáááááculo!!...
mas onde estávamos mesmo?!
ah sim nas descobertas?

descobri rafa, que eu tô tão perdida quanto se estivesse na Índia... mas que eu preferia estar lá do que cá!


segunda-feira, maio 19, 2008

In Extremis

cheia de dívidas
cheia de dúvidas
com conceitos revisados
com medos adicionados
meas culpas
desculpas...
eu quero fugir,
de mim mesma.

quinta-feira, maio 15, 2008

Ônus

Três dias de internamento hospitalar,
vários remédios,
injeções no braço - na perna - na barriga,
um quarto - quadrado - amarelo - sem graça.
tédio - tédio - tédio - tédio.
exames e mais exames
suspeita de trombose
não confirmada (ufa)
trauma interno profundo na panturilha direita.
pernas para o ar
uma semana para sossegar o facho
fazer nada - nadinha- mesmo
castigo
...

e esse foi o saldo de pontos do intergol da faculdade!!
e olha que a gente só ficou de vice..
imagina no próximo, que vamos ganhar!!
:D

segunda-feira, maio 12, 2008

Dia das mães

.


mãe, pai, irmã, vó, vô, dindo, dinda, primos, cachorro, gato, papaguaio, periquito, tio, tia, criançada e comilança!!

Tinha que dizer algo bonito sobre/para minha mãe neh?! Mas é que de fato, as belas frases e palavras tem me falhado. Fica o abraço. Aquele que enxe o peito e canto do olho com a lágrima insistente. Que injeta cumplicidade e amor incomensuráveis. Que perdoa as falhas, os equívocos. Que apaga as mágoas, os atropelos, os trechos mal escritos. Que alivia e que dá certeza de que ela tá ali, o tempo todo. Que me engasga.

Deve ser por isso que tem dia especifico.


.

domingo, maio 11, 2008

" Mas ela é tri bonita, negão"

E ainda há quem duvide da minha coragem...
5 horas da manhã. No termometro algo tipo 2º ou 3º C.
A saída de hoje sem carona de volta e a deprimente situação de pegar o ônibus, meio digamos assim sonolenta, em plena madrugada. Ok, se é assim, assim que fosse. Pós caminhada, agradável diga-se de passagem com desconhecidos de um bar ao outro (*ressalva: ambos vazios), é hora de desistir, de ir para a casa... sim, a noite acabou darling!

Ok, de lá até a parada de ônibus devem dar cinco minutos, não mais que isso. Mas da parada até a vinda do ônibus o tempo é incontável. E passa gente. Estranha, loira, morena, de salto, bebado, de dupla, de preto, de mini-saia. Ai que passa gente, já o ônibus... desse nada... E o frio... e o vento... e o "oi, tá sozinha?!" de 3 em 3 minutos acentuavam minha ânsia e vontade de chegar em casa.

- "Vou a pé"... penso cá com o único botão do casaco.
-" não, melhor, não vou esperar"

tá, então espero...e em meio a toda essa esperança, mais um "oi, tá sozinha?!" eis que surge. Não respondo, eles (*sim, dois) insistem:"Esperando o ônibus, sozinha nesse frio, tadinha!!". Era bem o que eu pensava até eles chegarem, mas mesmo assim continuava a me esconder dentro do casaco, olhando para baixo. O gabriel diz:

- "fica com vergonha não, vamos ficar aqui daí tu não fica sozinha"

Mala. Não viu que eu não queria conversa? Bem, talvez eu quisesse... mas minha mãe disse para eu não falar com estranhos, ainda mais se eles fossem estranhos mesmo e caminhassem além de 5 da manhã pelas ruas da cidade. Mas não me aguentei ergui a cabeça e daí larguei o:

- "Ok, fiquem a vontade!"

Risada do Gabriel, risada do Igor. Esse segundo, quase que estantaneamente após me ver, espanta-se em um "Mas é tri bonita, negão", dirigindo -se ao primeiro, o Gabriel. Agora espanto meu, ao ouvir tal frase. - porque? deveria eu ser feia para estar esperando o ônibus na madrugada?! Mas diferente deles eu nada disse. E digamos que tal argumento me alimentou o ego, até a pouco destruido por aquela humilhante espera de ônibus
. *Os moços nem bêbados estavam, e eu mal tinha me arrumado hoje, enfim, foram os seus olhos.

Conversa vai, conversa vem - " a gente te leva em casa" , "não, eu preferiro ir de ônibus" - tudo com muita educação e gentileza de ambas as partes (*pasmem, papo agradável mesmo, eu juro).

-" Ok, fabi, então a gente vai descendo... qualquer coisa grita tá!! anota meu número aí... fica bem! um abraço!"

Que bonito, que simpatia, que alegria... e quem disse que na noite todos os gatos não são pardos mesmo?! e vá que sejam? Óbvio que minutos antes eu não estava tão segura assim. E também que eu estava com meu bico fino, salto agulha acionado no caso de maiores necessidades, mas que entretanto não foram necessárias.

Mas voltemos ao ônibus. 5h30 e nada. Ok, "desisto! Vou à pé". Pasmem novamente, SIM eu vim mesmo. 5h45 eu chegava em casa. Faceira, sã e salva. Depois de ter conhecido o Gabriel, o Igor e Rafael. No meio do trajeto, foi a vez do Rafael surgir:

- "Boa noite"
eu, nada...
- "oi moça, eu vou te acompanhar, não vou te fazer mal não, to indo embora, vou só andar do teu lado... posso neh?!"

Pode, fazer o quê?! já estava ali mesmo. Aí ele veio. Delhê papo e delhê trova. "Por que que essa gata não tem dono?", "Mas o quê que uma mulher linda como tu faz sozinha?", "Me dá teu telefone, amanhã eu não ligo porque é dia das mães, mas no sábado que vem ...", "Eu me apaixonaria por ti até se fosse altas horas da madruga e tu estivesse indo embora sozinha...", "Ei, eu até te pedia em casamento" -... mas não teve jeito, ele não levou o broto!!

Em compensação, o broto - eu no caso - chegava em casa rindo à toa, achando aquela a noite a mais divertida da semana da semana que terminou poucas horas antes. Incluindo a perda do sapato minutos atrás, a la Cinderela como diriam uns, e mais outros contos e causos. Noite boa, que me protegeu e me cuidou. Percebi que devo ter um pacto (*só pode) com o arquiteto do universo como diria o escritor J. Bicca Larré - recomendo -.

Para o teórico em psicologia Erick Karsaklian as caracteristicas ligadas a proteção de um individuo se desenvolvem a medida que esse recebe estimulos dos pais quando ainda criança. Quanto mais proteção se dá, menos medo o monstrinho desenvolve, e na sua concepção o mundo passa a protegê-lo, quando os pais o largarem de mão. Dessa forma, numa equação de estimulos-respostas o mundo passa a responder e atender as vontades desse individuo. Mais ou menos aquela coisa que chamam hoje de emissão de energias-recepção de energias correspondentes.

Em uma só frase o supra-suma da história toda: Mãe, pai - muito obrigada!!
e de lambuja agradecer a sorte e ao meu atarefado anjo da guarda...não que eu não creia nas teorias de Erick Karsaklian, mas vá que meu anjo fique com cúmes e da próxima vez eu não tenha tanta sorte...

(*pronto, desabafada e com frio - agora eu vou durmir :)


terça-feira, maio 06, 2008

Campanha do Agasalho

Bem que eu queria inspirada estar a ponto de nessas linhas mal traçadas, entusiasmada falar das necessidades alheias. Não que eu não as reconheça e considere. No entanto ando tão sem motivações, que tem me faltado calor no coração para preocupar-me com as dores do mundo. Sim, estamos portanto, diante de uma situação bem delicada.


Tenho passado frio. E de tanto frio que passo, hoje a noite fuçando em minhas entranhas percebo meu músculo principal, quem deveria bombear-me as emoções, reduzido a 27% do seu tamanho. Uma perda significativa de mais de 70% devido ao frio que tem passado. Meu pobre coraçãozinho, antes vistoso tamanho uma mão fechada, agora medindo pouco mais que o dedo mindinho. Indo e vindo na sofreguidão do seu pulsar quase sem vontade, ameaçando parar. Tuntun, tuntun.. tun-tun, tun, tun, t....


Mais uma parada cardíaca, deste ano que nem começou, mas já beira a metade em datas e ultrapassa a marca de quedas do circuito interno. De sustos, de medos, de surpresas, de tristezas, decepções, de risos, de choros, de nãos, de sins, de vais, de vens... motivos não lhe faltaram.


Pero, desta vez, ao que me parece suas dores serão mais demoradas. Pobre coraçãozinho continuará assim, sem forças, agonizando entre vida e morte, até que encontre motivos definitivos a entregar-se ou salvar-se de vez. Motivos avulsos. Sim porque, ai que os comprometidos já me causaram muito trabalho, ou melhor tiraram-me o que tinha. |*ela disse tantas vezes que já me convenci que ora lancei meus irresistíveis encantos àquele pobre moço mal acompanhado, o namorado dela|- adendo: Deus proteja meu blog daqueles olhos de lince. (rsrs)


Mas como ia dizendo, dos frios que passo, o calor que falta, é humano. Do mês que passa a sensação que tenho é de que já é agosto, mês de desgosto. E que desse inverno/inferno astral interminável, não vai sobrar pedra sobre pedra. A não ser que o outubro se adiante, e o fevereiro antecipe meu carnaval. A mim, não seria mal. Mas minha mãe me conforta dizendo que não há heróis sem derrotas, não há mártires sem sofrimento.


E todo esse enrolar, me faz lembrar Mário Quintana. E posso ouvi-lo, suspirar ao dizer que "se as coisas são inatingíveis, ora. Não é motivos para não querê-las. Triste os caminhos se não fosse a mágica presença das estrelas." É ele, o meu poeta anjo, injetado direto na veia em doses cavalares, quem ainda estimula em meu pobre coraçãozinho seus últimos pulsares. Me visto de suas frases, me aconchego entre suas vírgulas, me aqueço com suas palavras.


*Piero, esse é por nós dois, vitimas do mesmo frio ;)

quarta-feira, abril 09, 2008

E a resposta é:

Mas eu nem sabia professora!!

(*aaaaaaaah meu deus)

Sem condições

*


um milhão duzentas e cinquenta mil coisas.
o problema é o de sempre.
sem dinheiro, sem tempo, sem organização
...
contrapõe a imagem comum da pilha de contas para pagar
da milha de textos para fazer
matérias para gravar
problemas a resolver
...
Na verdade, o problema é aquele da música que diz
"eu queria abraçar o mundo e meu mundo era o teu abraço..."

cartazinho na parede: Procura-se esse tal de 'o teu abraço'.

cá entre nós, abraço de quem mesmo?
quem souber, por favor, avise-me.


*

sobre descabelar-se

.






Dívidas. O que fazer com elas quando as mesmas extrapolam o limite do orçamento?
Não. Eu não tenho dinheiro mais nem para uma bala.
Sim. Hoje é só dia nove.
com o perdão:
Puta que pariu. Faço o quê?!





.

sexta-feira, abril 04, 2008

Reticências







Eis o problema de deixar as coisas inacabadas, as malditas reticências, vítimas quase* sempre das quartas-feiras.

E não é de hoje que eu culpo as quartas. Aliás, elas insistem em atravessar meu caminho sempre. Sempre às quartas... longas quartas aquelas por falar nisso, que me lembram a Mel, a Nana, o Lucas, a Camila, o Dudu, o Júlio...ah, saudade!!
Daqui a pouco faz ano, e ele continua inacabado!


Como se resolvem coisas que não conseguimos terminar? Apagamos tudo ou voltamos de onde paramos?








...

quinta-feira, março 20, 2008

Não sou de guerra, mas nem de paz

Pra o que me chamar eu vou!

dois pontos:
Agora eu falo!
Agora eu posso!

Sem lirismo, sem poesia, é desabafo!

Pagando minha língua nos mais variados aspectos!! Mas bem pouco preocupada com isso. Certa da galera do bem que me cerca, da suporte, dengo e atenção. Cada vez mais amante do trabalho (*workaholic sim). Tranquila quanto à minha consciência, e mais fome do que nunca pela minha vidinha, é que eu digo: hoje é dia de "um lugar do caralho", de relembrar velhos tempos, de sentir-se livre, aliviada e de viver só as minhas preferências.. ÔÔôh peso que foi embora!!! ninguém - isso me inclui - imaginava que fosse tanto!

É nesse ritmo, lépida e faceira, que eu conclamo um brinde a vida e aos homens de boa vontade!!!
e à pati, à rita, ao matheus, à carol, à mãe, ao pai, a tv ovo, ao jornalismo, à dani, à fran, e à falta de carater alheia que mesmo querendo o mal, faz bem...

terça-feira, março 18, 2008

Antes, fiel a mim.

Um vez ouvi um místico dizer que quando falamos algo, materializamos aquilo...
por isso não retiro, nunca, nada do que digo.
porque penso antes de dizer
e mesmo que eu aja por impulso, eu calculo, pondero e me arrisco
não que eu não tema consequências
mas que acredite no que eu sou,
e no que eu penso.
Do contrário nem me manifestaria.
Quando falo/escrevo, o faço para materializar o que eu penso/sou
Para que atinja o maior número de olhos/ouvidos.
Tornar público, sem medos, sem vergonha, sem ponderações.
com um único interesse: ser franca, branca, verdadeira,
sem demagogias, ou falsas políticas de boa vizinhaça.
Não sou uma boa vizinha.
Não sou um ser político.
Não sei brincar.
Não tenho as costas quente
nem papas na língua.
Mas um dia eu aprendo a jogar.
Por enquanto, prefiro defender minhas teses,
ideais e meus amores.
Sem arrependimentos, sem culpas.
Fiel a mim e aos meus.
Eu vou bem, obrigada!

segunda-feira, março 17, 2008

Trechos das 11 mais ouvidas de março


"presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte, pois apesar de muito moço, me
sinto, são e salvo e forte."

"o rio de janeiro continua lindo, o rio de janeiro continua sendo..."

"cuidado com a cuca, que a cuca te pega, te pega daqu,i te pega de lá"

"Tum tum tum bateu, tum tum tum bateu..."

"Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal, e fazer tudo igual..."

"Não chora minha china velha não chora, me desculpe se eu te esfolei com as minhas esporas"

"O teu problema úúú, o teu problema é sexo, algema e sinta liga"

"Lua vai iluminar os pensamentos dela..."

"Vamos pedir piedade senhor piedade, para essa gente careta e covarde.."

"Não ligue para essas caras tristes fingindo que a gente não existe..."

" Estravaza, libera e joga tudo pro alto, eu quero..."


(* AOS meus, um brinde, uma risada maquiavélica censurada!!)
e que meus textos continuem com tamanha popularidade... todos serão sempre bem vindos.

sexta-feira, março 14, 2008

A ordem é samba

Outrora cantaria Ney Matogrosso, "se é samba que eles querem, eu tenho. Se é samba que eles querem, lá vai". Now, Se é franqueza que quer, ôh lindinha, sem pudor nenhum, LÁ VAI!

Em princípio, gostaria de demonstrar minha incontrolável satisfação pós reunião através da sonoridade imaginária de uma GARGALHADA longa, extremamente barulhenta e Maquiavélica. Imaginou? tá, então agora começa a ler.

Fale-me mais sobre postura profissional.
A mim, interessa muito esse assunto, ainda mais quando situado por alguém de boa orátoria, mas de pouca atuação. Aliás, permita-me antes lembrar-lhe que ao falarmos de Postura Profissional, também falamos de bom senso, caráter, sociabilidade e principalmente, EDUCAÇÃO. Fator esse que, enquanto seres racionais, não podemos abnegar em situação nenhuma, inclusive àquelas pessoas as quais não apreciamos.

Isso é respeitar o espaço dos outros.
E além disso, respeitar o espaço alheio significa sobretudo, COMPREENDER que há pessoas mais despachadas, e pessoas mais reprimidas - do popular: entupidas. ( Extravaza!! * Piada interna) .
Tudo bem, até vá, que para atingir o sucesso e a qualidade, precisamos de organização. No entretanto, o excesso de organização é o que conhecemos por Transtorno Obssessivo Compulsivo - TOC. Ou seja, procura um psiquiatra.

Reforço.
A seguir pela ordem de argumentação de outros textos, seria reduntante se eu dissesse que bom humor e EDUCAÇÃO, são pré requisitos básicos ao convívio social e profissional. Não é uma questão de merecimento. Caso fosse seria eu uma mal-educada com razão (*o que não acontece, portanto, te mira no meu exemplo). E de mais a mais, dar o melhor de si ou fazer da mehor maneira possível em um ambiente de trabalho, significa que alguém além de mostrar serviço, faz suas tarefas com dedicação e prazer, e não por obrigação. De modo que caras feias, suspiros, assopros, assemelhados, sem mencionar na agressão ao patrimônio público (ao dedilhar suavemente - e com disposição sem igual - as teclas do teclado) são atitudes que a nem são cogitadas, quanto menos tomadas.

Sobre a próxima frase é melhor pular meus comentários.
Não sei se é burrice, inocência, ou ignorância... melhor nem discorrer sobre tal.
vejamos então para que parte vou..

Sobre diferenças...
ah sim, o que alivia muito a minha alma irriquieta é pensar que nem Hitler conseguiu fazer sua raça dominar o mundo, não séra a 'srta rainha do reino' que vai assumir o posto. Fica na tua cara de jacaré!

Em tempo, penso que é melhor ter bom senso do que não ter padrinhos.
Penso que é melhor ter amor próprio do que ter inveja. Penso que é melhor sinceridade, amizade, risos, do que tanto ódio nesse coraçãozinho, fofa.

Penso que é melhor perder o estágio por jogo limpo do que continuar como "protegida"por falcatruagem,falta de carater, de escrupolos, de vergonha na cara e difamação.

Veja bem, nós (*me dou ao luxo de ser porta-voz desta vez) só queremos o teu bem. Consolidar tua formação profissional e pessoal e te cuidar e fazer crescer. Queremos que tu apreenda, a vida é um apreendizado. Pensa assim ôh: um dia ainda serás muito grata ao que estamos tentando te ensinar, amor.
Sabes que tens toda a liberdade para se aproximar de nós e dialogar como velhas boas amigas. (*contratadas - piada interna 2). Fica tranquila nós em momento algum tivemos a intenção de ofender, agredir, ou te excluir do que é teu. Pelo contrário "Deêm a César, o que é de César. Nem mais, nem menos.



Durma bem,
Se espirrar - saúde!
e um lindo e colorido findi pra você amigaaa!!

terça-feira, março 04, 2008

Documento recuperado

heheheh... da velha inspiração dos poetas, faço uso e hoje apresento.
esse poema datado novembro do ano passado (2007), é referente a um encantamento da mesma época . Agora - grifo, só agora - que ele já nem faz sentido, em um suspiro ainda meio bobo, é que tenho coragem de publicar... Fica sem título, do que já está claro, não tem mais nada a ser dito!




Para ser sincera, ela ainda não descobriu o porquê de tamanha bobeira

Alguns minutos de conversa qualquer e o riso fica assim todo frouxo

Uma moleza incontrolável toma conta dela

Os olhos ficam amendoados,

no canto da boca aquela vontade de rir insistente.

Há dias/meses/ quiçá anos atrás, não sentia

Ela se perde

Não perdeu a fala porque é boa em disfarces

mas a voz amansa como uma criança, carente.

Faz bico para tudo que vai falar...

A tentativa de olho no olho é frustada

Aquele azul Cor d'água é tão claro que assusta

Dá medo só de pensar

Vê-los ao fundo um risco

Pode envolver-se friamente

E naquela água ficar adormecida

Que nem o passar dos anos possa recuperar

Lindo e envolvente. Ela frágil e inerente

Pobre menina, agora embebida no veneno desse escorpião

Que nada tem a ver com aquele do livro

A não ser, por ser atrevido, agressivo e insolente

De maneira que a menina, boba, nem consiga dizer não

De tonta que fica, a pálpebra pesa

O braço adormece e a pele amortece

Coitada, menina inocente

De repente fica até indecente, se os olhos fechar

Fulgáz, ele ali na frente, fala sem qualquer precedente de amar.

Concentrada para não se entregar

Ela tenta dispersar

Mas está tão envolvida, que mal consegue se controlar

Tinha um cronograma, não podia o ignorar!!

Mas aquela voz, aquele olho cor d'àgua

lhe desvia qualquer pensamento e faz a boca salivar

"Beijo!"

O fim da história não se materializa

Ela ainda meio perdida, fecha aos olhos e tenta em si voltar

Ele lhe retirou tanto a energia

Que tudo que ela fazia, já fazia sem pensar

Os deveres, os compromisso, os cronogramas

Ah, depois daquele azul cor d'àgua nem tem como lembrar...

sábado, fevereiro 16, 2008

Pra não dizer que não falei de espinhos

Well,
sobre o que eu nada mencionei, e ao que poucas palavras tenho a direcionar:
Dizem que depois do joguinho aquele, o 'resta um(a)', reles apreendizes clamam pelo 'nem resta'...

Bem aventurados os que gozam de bom-humor...

aos contrários, os populares levaram a fogueira... (*sutilmente, prometo..)
Nada como uma administração participativa!!
Já, até, foi votado no OP.

la persona

Hoje é pessoal... talvez todos os outros também tenham sido, mas é que hoje definitivamente é pessoal . Com direito a dor no peito e lágrima no canto do olho. Sem motivos claros ou definidos, mas que tem a sensação de reprimidos. Hoje, num longo suspiro sopro todas essas estranhezas pra fora...

Hoje é dia de crise, sabe? de não saber o que quer, não saber o que escolher, dia de dúvidas sem respostas, de medos insistentes, de desilusões, lamentações... dia não saber por onde começar... dia de ouvir a Maria Rita dizer que o samba dela vai curar meu abandono, e sentir que mesmo sendo o samba dela de vida e não de morte, me põe no peito meláncolia tamanha, que nem sei explicar.

Dia de contradição, de não saber expressar, de pensar em parar, de nó na garganta, de querer até desabafar...
mas é que... ufff, pessoal demais..melhor calar.



se perguntar o que o amor pra mim, não sei responder, não sei explicar

please, one moment