quarta-feira, dezembro 30, 2009

Vocẽ sabe o que é ter um amor, meu senhor?

o dever que chama
também é a dor que implora 
ficar um pouquinho mais.




Eu acho que amar faz mal. Deixa a gente assim... todo fraco. Não é bom economicamente e faz chorar rios hora ou outra.
E ai, veja bem, já são três bons argumentos: o desgaste psicológico, o desgaste financeiro, o desgaste físico.
Acho que relações afetivas, vão contra o crescimento econômico. Vão contra o capitalismo, vão contra o progresso.
Acho que pior que ter um amor, meu senhor, é ter amores, à distância, e mantê-los proporcionais a kilometragem e resistentes ao tempo.
É aquele querer do  improvável e impossível viver sem ter, insuportável a dor, incrível!!
Algo nunca planejado, e que corrompe todo e qualquer plano em benefício próprio.
E que independente de todas as superfícies que destrua, é a única coisa que a gente ainda se orgulha de contar, até mesmo quando perde ou abandona, por uns tempos.






Ex-amor
(Martinho da Vila)


Ex-amor
gostaria que tu soubesses
o quanto que eu sofri
ao ter que me afastar de ti

Não chorei
como louca até sorri
mas no fundo só eu sei
as angústias qu'eu senti

Sempre sonhamos com o mais eterno amor
infelizmente eu lamento mas não deu
nos desgastamos transformando tudo em dor
mas mesmo assim, eu acredito que valeu

Quando a saudade bate forte, é envolvente
eu me possuo e é na sua intenção
com a minha cuca naqueles momentos quentes
em que se acelerava o meu coração

Ex-amor
gostaria que tu soubesses
o quanto que eu sofri
ao ter que me afastar de ti

terça-feira, dezembro 15, 2009

Breve boa referência - "Fica Comigo Esta Noite"


Não que eu quissesse resenhar sobre o filme,
mas que eu precisasse falar sobre ele.





Sou uma apaixonada pelo cinema brasileiro. Nunca neguei. Assisti tanta coisa, e todas elas me tocaram de diferente modos, me emocionei, rolei de rir, assim como já detestei, mas quase sempre contrariei a critica cinematográfica cult e seletiva. Há tempos não dedicava meu tempo a apreciação de um filme brasileiro, quando numa noite mais que deprimida e com algumas lembranças (queridas) recentes engatilhadas, a Sessão Brasil embalou minhas lágrimas com o bobo “Fica Comigo Essa noite”.      Duro como o tablado, cacofônico como vídeo-arte contemporânea. Mas gracioso, delicado, doce... Tão simples, assim como direto e claro.
Adaptado da peça de Flávio de Souza, o cineasta João Falcão dedica-se a transposição do texto teatral para a narrativa do audiovisual. Sem perder a essência da teatralidade, entretanto muito bem reelaborada para o discurso audiovisual. Parece bobagem, mas "Fica Comigo essa Noite" é uma comédia romântica tão encantadora que deixa qualquer um amolecido com seus ancejos e seus bocejos. Evoca espíritos sem luz, anjos protetores, encostos, Santo Antônio e até um padre, tudo para melhor encantar e abrir os caminhos, digo, horizontes do espectador.

 Poderia entrar em detalhes e falar-lhes sobre o fantasma do coração de pedra, de Mariana, na face da delicada Clarice Falcão, du fabuleux Vladimir Brichta como Edu, e de La belle dame, Aline Moraes e sua interpretações bem enxuta de elogios. Porém prefiro destacar os pontos positivos das referências literárias e cinematográficas latentes na composição do enredo e salientar a qualidade da composição das cenas do roteiro primoroso, ambos graças a origem no teatro.
 No auge do meu romantismo quase piegas prefiro apenas dizer que recomendo! Muito recomendo!! Vale o tempo dedicado, vale alguns sorrisos bobos... Valem crenças utópicas... Valem risos gratuitos. Senhoras e Senhores, para embalar os romances natalinos, os rejuvenescedores de final de ano, ou apenas os amores de carnaval... Uma comédia romântica para curar a alma.



quarta-feira, dezembro 02, 2009

pito.


.






"rodrigotranquilo: ja te disse....não espera nada das pessoas(...),mas tu não me ouve!"











tá bem xuxu, vou começar a ouvir.. hehe
 | menção honrosa ao meu conselheiro mor|

quinta-feira, novembro 05, 2009

Não seja ridicula

Doze dicas para você ser aceita em todas os âmbitos

1)Não se emocione. Seja apática. Faça de conta que não viu; que não se incomoda; que não percebe, que não sente, que não gosta.

2) Concorde; não se manifeste; cala a boca e obedeça; mesmo contrariado, não se esqueça que tudo é lindo, já diria caetano.


3) Engole o choro e Sorria sempre. Mesmo quando a alma estiver ardendo, enxugue as lágrimas e sorria. Chorar é para fracos

4) Aliás, Sentir saudade é para fracos, sofrer é para fracos, amar é para fracos, querer é para fracos, gostar é para fracos...

5) Não pense muito. Aliás, não pense nada. Ser convicto é para fracos, ideologia é para fracos, cérebro (funcionando) é para fracos...

6) Aprenda a jogar xadrez; você precisa sempre saber como encurralar seus inimigos, sempre.

7) Não confunda nomenclaturas; parceiros não são amigos, colegas não são amigos, brotos não são amigos, mas amigos podem ser brotos... 

8) Esteja satisfeita sempre. Se não estiver satisfeita, diga que está. (*Isso vale inclusive para os gemidos forjados aqueles...)

9) Não seja egoísta, permita que os outros se entrometam na sua vida.

10) Mas se você precisar dos outros, esqueça! Eles não tem nada a ver com a sua vida. Se vire!

11) Intensidade só na interpretação. Finja cherry, finja muito; finja com afinco. Sua meta é o oscar de melhor atriz. Transparência é para fracos.

12) Refaça sonhos, refaça expectativas. Sua meta é ser uma mulher bem sucedida, rica, popular, desejada e feliz(?). E com essas onze dicas, certamente você será.









"só me deixe quando o lado bom,
for menor do que o ruim..."
(os outros)

sábado, outubro 31, 2009

Alumia, alumia

Tem um vazio preenchido.
e essa sensação de preenchimento da falta de algo que preencha
aí fica assim apática

Não sente nada
tampouco liga o telefone
não quer ouvir, nem ver, nem saber
não haverão mais chances

Se preenche de negações.
de recusar o que viu desnecessário


Descarta descaradamente.
como se estivesse tirasse do armário
as roupas, velhas que não lhe servem mais.

Não doí, alivia.
é aguá oxigenada na feridas 
arde, mas alivia... limpa a alma.

Veio com o verão, essa sensação de liberdade
que se preenche de um vazio sufocado, abafado

é o mar que estoura contra as pedras
é o verão que traz premissa de bom presságio
e que faz mandar embora toda a nostalgia bucólica que o inverno trouxe.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Me arremessando contra o cais...

Pouco léxico, confuso, brega e piegas sim...


É que estava aqui, juntando cré com lé, e lembrando das coisas que me deixei repetir (boas e más), e dos encontros e desencontros que a surgem em meio ao caos da minha desorganizada vida..

Há meses atras eu lamentava a interferência da distância no convívio com alguns amigos.. Eles tinham ido embora. Eu estava lá, fazia parte da leva dos amigos que ficaram para traz...

Hoje eu integro a leva dos amigos que deixaram...E quando eu andava engolindo isso à seco, choramingando ausências, vem o acaso e me devolve gente que tinha se afastado temporariamente do meu convívio.

Parei de drama...

Inclusive vou tentar cessar os tro-lo-lós... Acabo de perceber que a proa manda ao seu ritmo, não tem muito como interferir. Deixa que desgoverne, que se perca, que suma mar adentro.. de momento fiquei feliz em sofrer com as ações estranhas dos fatores sem explicação...

terça-feira, outubro 13, 2009

Profissão o quê?

Contra o complexo de Clark Kent,
politizando e polemizando as coisas por aqui...

Na Grécia antiga a oratória era uma arma. Quando o conhecimento era privilégio de poucos e não dever do Estado, os munidos da boa retórica detinham o poder de interferir no comportamento e nos pensares dos demais cidadãos. Se voltarmos nossas atenções para os dias atuais, perceberemos que, por mais que a educação tenha se tornado dever do Estado, ainda deixa lacunas. Hoje, tal qual na Grécia antiga, os bons oradores ainda possuem o poder. O poder da palavra, que quando disseminada em meios comunicacionais massivos vira verdade. Toda essa mágica realidade conquistada através do poder de persuasão é o que tem convencido muitos jornalistas de que seu papel enquanto profissional poderá salvar a humanidade.

 Na verdade, o que talvez eles não saibam é que o pensar não é um privilégio. A considerar que todos os seres humanos são dotados de capacidade de raciocínio, logo entendemos que não há necessidade de intermediários que digam aos demais o que pensar, como pensar. Mas, se cortar as madeixas de Sansão, ele voltará a ser um homem comum. Quando a educação qualificada atingir, de fato, todos os cidadãos, o discernimento e o raciocínio não serão mais um diferencial. Os desafios de fazer uma reportagem serão os mesmos de construir um muro, de dirigir um ônibus, de passar mercadorias no caixa do super mercado.

sexta-feira, outubro 09, 2009

pra ontem

Frio do caramba. Ressaca de elefante. Agenda atrasada. Poltrona no corredor. A passagem leva até a Porto Alegre. Uma velhinha simpática querendo saber sobre notebooks. Eu desconfiada. Um frio do caramba mesmo.
Os méritos por ter perdido o ônibus. Meus ônus.
O resgate mal intencionado. Uma moça comportada intencionalmente.
O excesso de álcool. A falta de vergonha. O jogo de cintura.
As perguntas. As respostas. As perguntas. O jogo de cena.
A conciência que pesa, e já não era sem tempo. A risada alividada.
A sorte de ir. O azar de ficar.
A dor de cabeça interminável e o frio que não quer passar.
O café da manhã, a troca de olhares, o desfarçe, o sumiço.
O relógio que não colabora.
A falta de casaco.
O medo.
Vou desconectar.

sábado, outubro 03, 2009

Interlocuções

outro:
"onde tu encontrou ela?"
ele:
"...num show do Teatro Mágico!"
ela:
o quê?
outro:

"...perguntei para ele como vocês se conheceram..."
ele:
"...como a gente..."
outro: 
"que bacana conterrânea..."
ele:
quer dizer, mas foi antes na verdade...(pensa), durante, depois... (ri)
ela:
 
(confirma com o olhar e esboça um riso bobo)






...podia estar apavorada de estar lá...
mas achou no mínimo romântico!

segunda-feira, setembro 21, 2009

"Passa um fio..."

Eu, só eu, no meu vazio
Só eu só no meu pavio 

(LENINE)






Era o que o Vô dizia...Quando a gente ia ficar um tempinho longe, ele reclamava de saudade e dizia que era para passar um fio... Definitivamente só uma ligação é capaz de aliviar ausências. Quando a gente escuta a voz, de quem não temos (ouvimos, tocamos, olhamos, sentimos) há dias, meses, anos... tudo se resume àquilo ali, àquela aproximação. O ouvir a voz, o timbre, os ruídos, os silêncios é tão sensacional, tão significativo que por si só já basta. Normalmente não se tem muito o que dizer, nem muito o que ouvir e aí ficam aquelas perguntas soltas, vagas, perdidas na ligação só para ocupar o tempo do que realmente ocupa espaço: a voz. É a necessidade de sentir aquele alguém mais perto, de encurtar as distâncias físicas mesmo que virtualmente. Deve ser por isso que o telefone foi feito para usarmos encostado ao rosto. Deve ser por isso, também, que em uma ligação de telefonia voip a gente só escuta melhor com os fones de ouvido. Por essa necessidade de ter perto, de encostar, de sentir. Depois da ligação saciar a vontade de estar perto, vem a crise do desligar. Aliás, dá uma dooor ter que desligar. São incontáveis os “tchau”, “beijo”, “então tá”, “é isso” que tentam burlar o fim da ligação. Quando não vem o joguinho do “desliga você primeiro” (que inclusive há quem ache ridículo, mas saudade é uma coisa que deixa a gente tão boba, que é totalmente irrelevante esse achar ou não achar) Uma coisa eu duvido! Duvido que quem ame, goste ou sinta saudade, desligue o telefone com desprendimento. Vai dizer, quantas vezes você não quis atravessar o telefone e ir parar lá? (afinal de contas, foi por isso que você ligou, para ir até lá lá, ou trazer para cá) Quantas vezes não foi fechando lentamente o flip do celular devagarinho na esperança de que o restinho daquela “presença” se mantivesse ali por mais um tempo? Não demorou até colocá-lo no gancho...ou no afastá-lo da orelha? Se prestar atenção, a gente até consegue escutar, quase como uma suplica: “fica aqui! não vai embora!”. Mesmo que seja em silêncio, o que queremos é ter só mais um pouquinho perto, só para aliviar a saudade, só para sentir.






Na sonífera ilha, onde descanso meus olhos e sossego minha boca e minha conta bancária, só acalmo meu coração quando o telefone toca e distraí meus ouvidos com o desmoronar das fronteiras territoriais...






Saudade de Casa
Saudade dos meus amores de Casa

Saudade do meu Vô

Saudades dos meus amigos e amores espalhados Brasil a fora... 


sábado, setembro 19, 2009

Levando destinos...

"Por onde ando, por onde olho, por onde tropeço...
Aqui estamos, no olho do furação..."
(Sol na Garganta do Futuro)

Li uma pergunta que fez tremer minhas pernas,  que me desarmou. Não que eu mesma já não me tivesse feito, mas é que vinda de alguém... Para bem da verdade, é a segunda vez que a leio vinda de terceiros... Mas hoje ela ecoou!  Pior ainda quando na conclusão vi um “é...se não está feliz, na tem por que ficar”.  Sacudiu! Como Assim?  Eu não estou feliz?  Eu não disse isso!!!! Mas eu to feliz? Defina felicidade, por favor!


Estado de satisfação que experimentamos pela posse, real ou em esperança, daquilo que amamos”


Se o prefixo in agregado a uma palavra significa negação ou ausência... Bom... Sendo assim não posso me dizer Infeliz...


Ando meio indisposta (sim!), meio inquieta (também), meio saudosista, decepcionada, nostálgica, intimista, dengosa... Mas infeliz?! Não... Infeliz não mesmo! Eu ando meio perdida. Meio apegada demais... Ando colhendo os frutos dos afetos e desafetos que eu cultivei no meio do caminho. Mas eu acho, eu sinceramente acho, que aqui, ali, ou além isso não vai mudar... Pode até estar relacionado um pouco com a localização já que a saudade é proporcional à distância. Mas os dramas de hoje podem até mudar, mas no mínimo se tornarão outros em outros lugar... E daí, o que é que a gente faz? Ir, vir, voltar...não vai resolver.


Acho que o excesso de opções me prejudica. Me deixa querendo tudo e nada ao mesmo tempo. Me deixa em dúvida. Não sei perder nada. Não quero perder nada... Não consigo decidir... Não sei o que fazer... Maldita librianisse aguda.




Texto egocêntrico; Blog virando quase um “querido diário”;  e eu revendo meus conceitos... Quem diria... Quem diria?!
*O corretor de texto me avisou sobre minhas colocações pronominais. Ele queria trocar próclise por ênclises. Não qu'eu discorde da correção dele, mas não acho sonoro. Não deixei.

quinta-feira, setembro 10, 2009

sobre perdas ou ganhos

" ...Acho que o que ainda me co-move é perceber que eu acrescentei algumas coisas, que ainda tem 'eu' ali saca? Que seja petulância minha, mas, eu tenho certeza que ali ficou bastante de mim, minhas frases, meus hábitos, meus gostos, meu público...Enquanto se eu analisar, os meus ganhos estão nas minhas perdas, meus lucros são as mudanças que os danos trouxeram... Quando eu verbalizo, sinto que é bom para o ego, aliás, é bem bom ver marcas suas nítidas em alguém que a você em tese desconsidera.(...) Sei lá, acho que o lucro pode até não ser meu, mas as perdas que me causou, também não me deixaram tão no prejuízo assim... E de mais a mais fiz a minha boa ação do ano...


Alguém aqui já leu
Lya Luft
?"

segunda-feira, agosto 24, 2009

Adstringente

desencantar-se é tão fácil...
Bastam algumas palavras,
alguns atos, ou olhares...
Bastam meia dúzia de teorias chulas,
ou frases forjadas,
palavras mal colocadas em texto errados,
pouco retórica em situações indevidas e
pronto:
Findam-se os carnavais, acabam-se as euforias.
O que ontem brilhava ou reluzia, hoje agoniza cores engasgadas...
é turvo, insalubre, quiçá lânguido.

sexta-feira, agosto 14, 2009

das velhas narrativas...

às vezes encontro velhos escritos...


Silêncio inquietante

E todo esse silêncio faz parte.
Ou, ao menos deverá fazer parte de quem sou
de hoje em diante, e agora, e sempre...
Ou ainda, talvez seja parte de um ontem atropelado
Um ontem rebelde como vem sendo
É que talvez esse ‘quem sou’ não saiba
o que quer ser quando crescer.
E daí em silêncio remoí suas dúvidas
De até quando vai crescer?,
para que lados cresce?
A que tamanho chega?
E sendo assim, só sabe, que precisa rejuvenecer!
Nem que seja ouvindo Belchior....
Voltar além de si, ir a quem dos ‘quens’
que ao longo do caminho, o modificaram.
Não mais querer ser parte,
Afinal, é feito de artes, e de estrepolias...
E de artes naturalmente parte pronto
Rumo a levar seu silêncio inquietante ao longe
Me disse hoje, baixinho, ao pé do ouvido:
“quero mais, é que não mais escureça e que dessa forma minhas dúvidas não me deixem desistir (...) Caso assim se siga, é tão somente, assim só, que quero seguir! Forte enquanto fraco, Óbvio enquanto redundante”

sexta-feira, agosto 07, 2009

minuto Estácio

na Estácio de Sá - aula de internet e mídias digitais III
aprendendo a usar um blog no blogspot.

ainda devo aprender a mexer no twitter,
no flickr,
no youtube....

pssss

tio, quero aprender a fazer um email tbm!!

que momento!!!




#metiradaqui.com




vou ensinar eles a mexer no iteia, no estudio livre, no identi.ca, no wordpress....
softwarelivre rules

quinta-feira, julho 30, 2009

Hoje, mais fraca...

a Antônio Victor Dias, meu amor, meu vô.





"Se vais embora, por favor não te detenhas
Sigas em frente e não olhes para trás
E assim não vais ver a lágrima insistente
Que molha o rosto do teu velho, meu rapaz."







:~(
De tudo ao meu amor serei atento.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto..

quarta-feira, julho 22, 2009

é que...







Se
EU quissesse ganhar dinheiro,
não tinha feito jornalismo...






Te dedico

(*for my jobs)

e daí exagero,
me entrego, me agarro,
me frustro.

e de frustrada
rinjo os dentes
marco a face, fecho a alma.

depois disso digo chega!
deleto, bloqueio, elimino.
abstraio e me distraio

e o que tinha tudo para ser
un grand projecto
se esvaí

eu não gosto de emprestar meus brinquedos,
eu não quero mais brincar.






nunca mais ponho minhas
ideias em criative commons.
inclusive vou cessa-las
de hoje em diante aquieto a alma
e ponho a mente em stand by
e depois disso vou virar publicitária.

segunda-feira, julho 20, 2009

que bobagem.

Eu não vou desejar feliz dia do amigo!
acho péssimo!

já são dias felizes, quando eu tô do lado deles,
quando releio conversas,
quando fecho olho e revivo momentos
mesmo ruins,
mas com eles sempre por perto.
É feliz quando penso nos amigos novos e me divirto rememorando,
quando fazemos promessas de escrever livros de memórias,
Ou ainda, quando fazemos um reles momento, ser memorável,
e principalmente quando me aperta o peito a saudade deles
então me diz,
me diz pra quê essa babaquice de dia do amigo?
se os dias todos os dias não seriam nada sem eles...

segunda-feira, julho 13, 2009

Há contas para pagar....

...E segue a vida, tal qual a música!


musiquênha da banda independente LUDOV -
confere aí... lançam cdzito novo amanhã!!




"E no seu apartamento
Ela se esquecia de tudo...
Não havia contratempo
ela segurava o seu coração
e largava as roupas pelo chão."

(Ludov - Princesa)




quarta-feira, julho 08, 2009

Quando eu crescer...

...

Eu sempre quis ser fotojornalista...

quis?




perdi todos meu materiais para o portfólio...
acho que vou ter que começar do zero!


me empresta tua rolleiflex?





quarta-feira, junho 17, 2009

À você, esmeralda

Logo que entrei na faculdade, era uma das adoradoras do estilo talk show, usado no Programa do Jô. Aliás, era doida, fanática, apaixonada pelo programa do Jô. Depois da faculdade...da vida de adulto...dos horários comprimidos e afazeres diversos, abandonei o vicío... perdi o interesse e desencantei do jô. Como inegávelmente a vida da gente é ciclíca... cá estou eu de novo... fazendo do gorducho lá, minha companhia da madruga... Hora adorando ele, hora odiando o jeito arrogante e as perguntas impertinentes... mas com ele, sempre! Numa relação quase que de amor e ódio, mas que tem me proporcionado bons momentos e boas descobertas, sem dúvida.

Há duas semanas atrás, ou quase isso, um programa com duas entrevistas massas. A primeira, uma alegre descoberta. António Zambujo. O cara definitivamente é foda. Um portuguesinho, charmoso, querido, fofo e dono de uma musicalidade de derreter qualquer coração. Isso deve ser porque nas referências dele, nada mais são do que Tom Jobim, Caetano Veloso, João Gilberto, Tom waits, Ivan Lins, Roberta Sá. É simplesmente fantástico! Um cigarro, uma taça de vinho e o som dele, alivia qualquer alma... eleva qualquer espirito... Cessa qualquer pranto...é lindo!!

A segunda entrevista; Selton Mello... nem precisa falar muito mais. O johnny, que já foi caramuru, cherou ralos e fugiu da policía britânica, participava do programa para conversar sobre sua filmografia, suas dublagens, sua carreira e contar dos novos lançamentos. Dentre eles, A erva do Rato, filme de Júlio Bressane. Sobre esse último vou me dar ao luxo de falar em um outro momento, já que, fiz parte da nem tão seleta platéia de pré-lançamento do longa, no 13º Festival Audiovisual do Mercosul.

Hoje mais um entrevista massa: Heloisa Perissé. Vou confessar, nunca me impressinou muito... aliás... não tenho o hábito de ficar pagando pau para ator ou atriz, mas abri uma excessão hoje quando optei por falar do Selton e da Heloisa... Inclusive, foi ela quem me fez vir escrever... Ela e toda a passionalidade dela, todo o não racionalizar dela. Na conversa com o gorducho, a Lolô falou dos seus excessos. E foi justamente por isso que eu me encantei por ela. Minha adoração por gente excessiva, impulsiva e visceral. Sem meias palavras, ela falou da sua ex-compulsividade por doces, meio ex-compulsividade por bebidas e compulsividade nas atitudes. Que máximo.

Dentre as frases fortes da bonita, "comigo não tem esse negocio de pouquinho, de leve, ou light, comigo é por inteiro, é tudo e aos montes" e também "Eu como! Como tudo, engulo, devoro, como tudo. Mas sabe o que é não gosto de nada aos pouquinhos...nem comedido, ou dosado". Ou ainda "É, eu já nem enfio o pé na jaca mais, eu coloco a pantufa... antes de sair de casa eu visto minhas pantufas de jaca...". A frase da fran cocco, que eu e a Lolô, sem menor pudor nos apropriamos... E é o máximo. O máximo como a passionalidade da Heloisa. Como é um máximo exagerar... e depois ver que exagerou... mas e daí? Se é para viver, que seja ao máximo!!

sem frescuras, sem covardias, sem poderações...

abaixo as entrevistas com o António Zambujo, Selton Melo
a da Heloisa vem na sequência.









segunda-feira, junho 15, 2009

Nocaute

voltar?
voltei só eu para a casa...
o que é de lá, ficou lá...
não era para ser assim?
pois que assim seja...
procurei bem, por tudo...
não sobrou nada!!
só mágoa, mas dei jeito de eliminar também
Varri, espanei as poeiras das arestas
me desfiz de todo e qualquer
resquícios que houvesse
tranquei as portas e janelas.
Substituí alguns vícios..
se memórias póstumas tentarem entrar
treino minhas aulas de boxes com elas...
Porque, ali... hã.. ali ninguém mais mexe!!!


domingo, junho 14, 2009

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver toda outra pessoa. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
Clarice Lispector




sábias palavras clarice, sábias palavras...

domingo, maio 31, 2009

somzin

Samba da Impermanência
richard serraria

um dos grandes incentivadores da liberdade da internet, liberdade da produção cultural e na distribuição de conteúdo!

Software livre rules!

(uma semana fora, fortes emoções, frio do caramba. Atrasos e mais atrasos... alivios... tanta coisa... só com o samba da Samba da Impermanência - Discritivo ao momento)

terça-feira, maio 19, 2009

calma, eu explico!

Não perca, nas próximas edições

- O dia em que florianópolis pifou - Paralisação do transporte coletivo
- Mas que cheiro de... - Os aromas e odores de florianópolis
- No calhambeque rumo ao Rei - Show gratuito do Robertão em floripa
- Se ela dança, ele dança - As ridiculces do mundo animal
-"Não vá se perder por aí"... iiiiiiihhh!! - Ônibus errado, endereço errado, alcóol.. acontece!

Por enquanto, não dá tempo!!!
mas eu tenho tanto para lhe falar...
em seguida eu termino os textinhos...
enquanto isso agradeço a paciência do respeitável público.

segunda-feira, maio 04, 2009

Das previsões das cartomantes....

Sobre o que eu não queria falar...






Ouvidos de Orvalho
Fabrício Carpinejar


"...Vejo degraus até no vôo.
Tua violência é a suavidade.
Não há queda mais funda
do que
não ser o escolhido,
amargar o
fim da fila,
ser o que fica para depois,
o que enumera os amigos
pelos
obituários de jornal,
o que enterra e se retrai no desterro,
esfacela a rosa ao toque
na palidez das pétalas e velas,
vistoriando cada ruga
e infiltração de heras entre as veias,
nunca adulto para compreender..."


ou ainda...




Livro Cinco Marias
Fabrício Carpinejar

Meu medo se interessa por qualquer ruído.
Hoje quero alguém para conversar enquanto dirijo,
baixar os faróis em estrada litorânea,
enxergar pelas mãos.

...

Fazer as coisas pela metade
é minha maneira de terminá-las.








domingo, maio 03, 2009

Apneia*

"Brrrum"
Sem grito, sem falas, sem respirar.
Foi o choque, deixou todo mundo sem ar.
Não deu tempo. Não houve tempo suficiente para olhar.
Foi do riso ao silêncio absoluto.
o piscar dos olhos tirou a graça e o bom humor de todo mundo.
Ninguém conseguiu nem se mexer.

"A gente bateu?"
A pergunta seguida de várias exclamações chamando
santos, anjos, ou ofendendo Deus e o Diabo.
Um choro de susto preso
quatro pernas trêmulas
e duas inquietas, sem rumo!

"Tem sangue..."
Uma carona com o super-cílio aberto
culpa de um capacete frouxo
e um motoqueiro de calças rasgadas nos joelhos,
e hematomas nos pés.

"mas nem arranhou a moto..."
Na biz só um retrovisor quebrado...
Já o lado direito da frente do Fox
de dar dó...
rolou calota, quebrou parachoque, foi-se a lataria

"Eu tô sem minha habilitação"

se a perna já tremia... agora a alma é quem fica bamba
Na minha cabeça o medo de ter minha chefe detida, e sei lá de quê mais
até porque não tem sensação pior do que ver pessoas voarem por cima da cabeça da gente...

No resumo da ópera, três bem e dois feridos, um susto sem tamanho e a sensação de que podia ter sido bem pior... a dor nas costas de tensão e na alma o medo acumulado...
quero mais moto não, tio!







*Na nova gramática apneia, tem mais acento não! É uma sílaba tônica seguida de ditongo crescente, igualzinho à ideia, geleia e tantos outros acentos que dói na alma não colocar...

terça-feira, abril 21, 2009

E se me virem sambando até de madrugada...







"...Se fingir e sair por ai na noitada me acabando de rir

e se eu disser que não digo e não ligo se fico é que só vou aprontar,
é que eu sambo direitinho, assim bem miudinho, cê não sabe acompanhar..."

sexta-feira, abril 10, 2009

'O coelhinho me deu um doismilinove'





Eu sei... não está ainda em tempo de balanços do ano

Muito menos em relatório das atividades finais

Mas estava eu, aqui, fazendo faxina na minha casa,

brincando de boneca,

escolhendo o look para logo mais,

pensando na vida...

E percebi um coração pegando fogo

sem queixas, livre de angustias, ainda cheio de medos

com saudades de tudo e de todos sim, mas livre...

grato pela sorte... contente pelos encontros e desencontros!

Percebi um cérebro efervescente, borbulhando de idéias, de esperanças

Uma alma pronta para sair pela boca de tanta alegria

Não que eu não queira mais nada,

Mas se meu ano acabasse agora

eu estaria boba...

faceira por ter na bagagem: romances, amigos,

novidades, liberdade, histórias....







"E eu que já não quero mais

ser o vencendor,

levo a vida devagar

pra não faltar amor..."

domingo, abril 05, 2009

...





" Pois bem cheguei, quero ficar bem à vontade, na verdade eu sou assim, descobridor dos sete mares... Navegar eu quero...
"











...

quarta-feira, abril 01, 2009

Hay que seguir...

"ahn?"
(*pausa)

"não, não, eu não li direito!!"
(*pensa)

lê de novo:
"sé que eso se sucede, pero hay que seguir, ya pronto nos encontraremos algun dia..."

cai na risada...


Agora, ela está se questionando como é que pode


lá no fundo, ela ri e diz...
bienvenida ao club!!



Culpa (do dicionário)
subst. fem.
sig: sentimento de sofrimento obtido após reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável por si mesmo; refere-se à responsabilidade dada à pessoa por um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outrem; Conduta negligente ou imprudente, danosa a outrem.







Fui buscar sentido, para melhor entender o que leva-nos a desculparmo-nos tanto.


domingo, março 29, 2009

cultura

A alegria de ter uma agenda cultural mais variada, também é transmutada pela bolso ainda vazio e o custo de vida alto do mundo de cá... dessa forma a gente óia, quê, mas num tem... como tudo na vida.. de qualquer forma vale a "amostrinha" do que se pode ter assim que $$$e puder...


Ney Matogrosso em Florianópolis
no centro integrado de Cultura (CIC)

Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600
Agronômica - Florianópolis
Horário(s):
07/04/2009 - Terça, às 21h
Preço(s):
R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada)
Onde comprar:
Teatro do CIC, Bella Casa e Lua de Papel


mas é em uma terça... eu nem ia poder ir mesmo! hehe
:P
e eu só ia se ele me prometesse que cantaria:

Poema

Ney Matogrosso

Composição: Cazuza / Frejat

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

Feito um passarin...

"!!! diz:
tah...vou te dizer...esquece..mesma coisa que falaram para mim com a ...
!!! diz:
esqueceeeeeeeee
!!! diz:
deixa que bloqueie...vai curtir teu trampo, aulas, praia....esquece fabi
!!! diz:
e como eu te disse, fazemos escolhas.......e as vezes sao foda
!!! diz:
eu troquei tudo por isso aqui
!!! diz:
troquei meu emprego, perdi a namorada, troquei a musica...tudo, amigos, minha vida
!!! diz:
por uma coisa nova........
!!! diz:
entao.........aproveita.........e bola pra frente
!!! diz:
tu nao ta nem a uma semana ai..........tem muita coisa pra ti descobrir"











Tem distância não,
se for o caso a gente acha gente, do outro lado do mundo para fazer a gente rir, para mandar energia boa!!!
ôxeee
gostomuitão!

segunda-feira, março 23, 2009

(a) Mares

Vai ter gente que vai fazer falta...
assim como vai ter falta que vai fazer chorar mares...
Mas diz que o rebentar das ondas leva tudo embora
a dor, a espera, a demora...
Não há mal que fique!
Vai haver silêncio cravado no peito
principalmente para as coisas,
as quais se havia muito o que dizer e nada se disse.
Haverão buracos na camada de ôzonio,
trincares em tetos de vidro,
e baladares de sinos de igreja.
É canção da meia-noite,
há de se ter muito cuidado...
Ao que tudo indica,
também haverão corações calejados,
desencantados, decepcionados...
mas também dispostos a desbravar novos (a)mares!
Teve abraço que tirou pedaço...
Teve abraço que completou falhas
perdoou magoas, eternizou amizades!
houve torcida que deposita esperança
e de tanta esperança. injeta fé e confiança.
É fim as desconfianças!!
Houve queixas e ciúmes... só de amores reais
de faltas bilaterais
da convivência, do toque, da prosa e do verso...
Há sonhares..e talvez ainda haja pesares...
Mas de prumo,
só o novo rumo
um cheiro de novo e agonia da troca
mas a certeza do porto...
se precisar
volto a descer ancora
tenho onde atracar...
ufaaa!

quinta-feira, março 19, 2009

A/C

Não, não é falta de compreenção...
é excesso de apego...
e não me pergunta porque
isso é aquele tipo de coisa que não tem
ou não vai ter explicações
que eu vou ficar muda, horas,
tentando entender
questionando o porque deixei ser assim
porque não evitei
porque não evito
Eu não consigo...
mas vou parar com o drama...
com a cena, com os engasgares...
com as cobranças
quem sou eu para cobrar né...
quem sou eu para querer...
Vogal burra,
se rendeu à palavra
tem mais mesmo é que se arrebentar
quem sabe assim volte a viver como deveria!
tá doendo...
mas não é só a ida...
são as faltas
são os meus excessos
mas vai passar...
não sei como, nem quando
mas vai passar...




(hoje eu precisei escrever pra estancar o choro...)

quarta-feira, março 18, 2009

con limón y sal...

considerações a cerca dos acontecimentos do dia 17.

relevância 01
Dias frios e chuvosos tendem a acentuar alguns sentimentos angustiantes e "mediocres"...

relevância 02
Certamente quem inventou a chuva estava com uma bela dor de cotovelo, resultando um consideravel mal humor.

relevância 03
Entrevistas em castelhano são dificeis, pero ellas les permitem una agradable mañana.

relevância 04
En Colombia las cosas son peor.

relevância 05
Nunca fale "v/bergamota" em locais públicos, no equador.

relevância 06
Aniversário de mãe é dia de almoçar em casa.

relevância 07
Jardins de inverno no estilo clássico sempre tem um mistério ou uma história macrabra.

relevância 08
Não marque uma entrevista para antes do show do The band of the Rum, o deadline será desrespeitado.

relevância 09
Nada de ouvir Julieta Venegas, nessas condições. Ela lhe deixará mais idiota e medíocre do que estava antes, sua idiota e medíocre!

relevância 10
Usuários de guarda chuvas, antes de adquiri-los, devem ser orientados de como agir com seus objetos afim de não atingir/agredir/molhar os demais transeuntes. E principalmente que utilizando-se de tal proteção NÃO É PRECISO ABRIGAR-SE ABAIXO DAS MARQUIZES, seus antas!! (grrrr)

terça-feira, março 17, 2009

esquema.

Últimos hit's inloco:




"...Tem que saber que eu quero correr mundo, correr perigo,
eu quero é ir embora, eu quero dar o fora...
e quero que você(s) venha(m) comigo..."


*

"...Procuro evitar comparações, entre flores e declarações, eu tento...
(...)
os outros são os outros, e só..."

*
"...Se a canoa não virar,
olé, olé, olá ..."

*

"...Mar adentro, noite afora agora, amor, é hora de querer...
dessa vida a proa, sem sentido, à toa...
as ondas de carinho levaram as palavras,
mas eu sigo indo... as ondas são caminhos..."

quinta-feira, março 12, 2009

irrá!!!

eu que nem gosto de especular com a sorte..
eu que nem sou curiosa...
perguntei:
e repara na resposta!
(medaaaa)
mas como todos bem veêm aí,
é hoje que eu coloco os pingos nos is que faltavam...
com direito a proteção das cartas ;)



Ás de Espadas

Rompendo com a estagnação

É chegado o momento, de romper com a estagnação. O Ás de Espadas transborda como arcano de conselho para você, hoje, sugerindo que você corte implacavelmente todas as coisas, pensamentos, hábitos e pessoas que não lhe servem mais e que procure sustentar seus pensamentos e opiniões, mesmo que isso signifique desencadear antipatia nos outros. Este é um momento de renovação em sua vida, de idéias novas que fervilham e você poderá tomar as iniciativas que tirarão sua existência da rotina e do tédio. Prepare-se para uma nova e deliciosa aventura e não se preocupe tanto em ter uma “personalidade simpática” nesta fase de sua vida. Há momentos em que a atitude mais sedutora é aquela que não prima pela docilidade, mas que se compromete com a verdade. É quando sabemos que não estamos sendo simpáticos, mas estamos sendo honestos. Ainda que não agrademos, não há como negar o notável poder sedutor da pessoa que age com integridade – mesmo quando age de uma forma superficialmente antipática.

Conselho: Ser fiel à verdade gera antipatias, mas muitas vezes é fundamental


s-a-c-o-d-e!!

quarta-feira, março 04, 2009

Falta luz

Ando tão a flor da pele, que nem precisam beijos de novela para me fazer chorar. E bem como sempre foi nos momentos tensos, hoje quando ouço ocasionalmente Engenheiros do Hawaii cantar vejo minha vida, minhas vontades, meus subjetivos, meus tonteares se manifestarem nas letras..
Hoje por acaso ouvi Piano Bar.. De cabeça vazia antes eu nem ouvia as músicas que tocavam,mas quando ela tocou... tocou mais além... ficou muita coisa dita ali.. muitos disfarces, muitas afirmações.. ou seja.. vai a letra inteira... sem donos, sem destinários, sem nada....
...eu sei, tô estranha!

Piano Bar

o que você me pede eu não posso fazer
assim você me perde, eu perco você
como um barco perde o rumo
como uma árvore no outono perde a cor

o que você não pode eu não vou te pedir
o que você não quer eu não quero insistir
diga a verdade, doa a quem doer
doe sangue e me dê seu telefone

todos os dias eu venho ao mesmo lugar
às vezes fica longe, difícil de encontrar
mas, quando o neon é bom
toda noite é noite de luar

no táxi que me trouxe até aqui
o Irinelson me dava razão
Nas últimas do esporte, hora certa, crime e religião
Na verdade nada
é uma palavra esperando tradução

toda vez que falta luz
toda vez que algo nos faltar
o invisível nos salta aos olhos
um salto no escuro, da piscina

o fogo ilumina muito,
por muito pouco tempo,
em muito pouco tempo o fogo apaga tudo
tudo um dia, vira luz
toda vez que falta luz,
o invisível nos salta aos olhos

ontem à noite eu conheci uma guria
já era tarde, era quase dia
era o princípio
num precipício era o meu corpo que caia

ontem a noite, a noite tava fria
tudo queimava, nada aquecia
ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão

ontem à noite eu conheci uma guria
que eu já conhecia de outros carnavais
com outras fantasias
ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão

no início era um precipício
Teu corpo que caia
depois virou um vício
foi tão difícil acordar no outro dia
ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão

segunda-feira, março 02, 2009

arquivo txt

Pro inferno


Todas as dores de cotovelo alheia, todas as crises de ciúmes, toda a inveja, todos os recalques... pro inferno todas ponderações, todas as preocupações, todos os limites. Pro inferno filhas esforçadas, gente preocupada, carinho, família por perto, a mesa farta e todos aqueles outros bens imateriais. Pro inferno se o dinheiro é deles, se a casa é deles... e se só vai ser alguém porque teve quem sustentar. Pro inferno se reclamam que não conta nada, se não compartilha ou se os bons momentos pouca gente vê falar...Isso é saco cheio, aliás, sempre foi. Mas quando tudo acabar, hã, vai acabar mesmo. E não vão haver arrependimentos, de verdade!

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

to be or not to be?!

pecar pela falta
ou
pelo excesso?
---

Chutar o balde
ou
recolher a vassoura?
---

acompanhar o vento
ou
soprar?
---

terra à vista
ou
homem ao mar?
---



encantar?
desencantar?


quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Ouço

Ela tentando explicar, depois de horas de silêncio, disse:

"Sentar à mesa para almoçar já foi menos problemático. Quando a agenda era lotada não dava tempo de ouvir, de responder, de discordar. Agora tudo embrulha o estômago. O almoço cai que nem pedra... arranha na garganta, e aperta o todo o aparelho digestivo. Não aguento mais esses pratos indigestos. A cada garfada, a comida perde o gosto, os olhos marejam, a boca seca. O que me acalenta é que esse período tem prazo de validade, que as coisas se esgotam, porque eu já estou esgotada. Mas se tem uma coisa da qual cada dia que passa tenho mais certeza, é que não tenho capacidade cognitiva para entender as relações familiares.."


Foi um desabafo...Coitada, logo dela que sempre acreditou nisso tudo. Anda desolada!

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Como eu ia dizendo....

Qualquer coisa
Caetano Veloso

Esse papo já tá qualquer coisa
Você já tá pra lá de Marraquesh

Mexe qualquer coisa dentro doida
Já qualquer coisa doida dentro mexe

Não se avexe não, baião de dois, deixe de manha, deixe de manha
Pois sem essa aranha, sem essa aranha, sem essa, aranha!
Nem a sanha arranha o carro, nem o sarro arranha a Espanha
Nessa tamanha, nessa tamanha, esse papo seu já tá de manha...

Berro pelo apelo, berro pelo desterro
berro pelo seu berro, pelo seu erro
quero que você ganhe, que você me apanhe
sou o seu bezerro gritando mamãe...

Esse papo seu tá qualquer coisa
e você tá pra lá de Teerã..
-------


que coisa...
(suspiros)

terça-feira, janeiro 20, 2009

Dos embalos

Há dias quero publicar algo e não consigo... Ou porque estava na estrada, ou pela agenda lotada...tudo destoa da escrita, distrái meus olhos, encanta minha curiosidade, e me abre novas possibilidades...
Não preciso de mais nada...
Ando assoviando a canção de tom, em especial aquele trechinho em que ele afirma crente que quer a vida sempre assim...
Ando apaixonada...
não por nada, nem por ninguém... mas por tudo, mas por todos. Me minimizo e vejo em volta de mim tudo tão grande... tão encantador.
Me espreguiço...
Dos medos que tinha, no máximo um ainda insiste. Dos outros nada sobra. Quero mais é voar bem alto, para que se um dia houver queda, ela seja livre e alta.
Afogo...
Para embalar meus dias: bossa nova; Para acomodar meu corpo: ombros, braços, abraços; Para descansar a vista: lugares; Para embebedar minha sede: salivas; Para inebriar minha alma: companhias; Para amaciar a carne: wisky.

entregue!

"E eu que era triste, descrente desse mundo..."
(tom jobim e vinicius de morais)


quinta-feira, janeiro 15, 2009



Não curto, nem um pouco, aquelas mil e uma promessas para o próximo ano, os próximos meses, os próximos dias... ta aí uma coisa que eu aprendi. Vale mais fazer à falar, então sem promessas, valem só constatações... E dessa forma, analisando o próspero doismilenove que se instalou de repente entre nós, acabo de perceber a agenda lotada que ele tem debaixo do braço.

Um curso de corte e costura, de inglês, de italiano, viagens e mais viagens, academia, investimentos e mais investimentos, encontros e mais encontros, muitas pessoas, no ano - no mês - farras gastronomicas para manter o corpicho. E quando estiver pelas tabelas ainda tem a conclusão de graduação e uma mochila pronta.

brilho no olho, nó na garganta, sede... Um suspiro resgatado, que guarda toda e qualquer esperança, espectativa, ansiedade e coloca em baixo d'água. Lá na quarta-feira de cinzas, quando tudo se acaba, eu solto todas em uma bolha de ar, de lá a cá... por enquanto, resta apenas esperar!







"Os homens ... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.E vivem como se nunca fossem morrer...E morrem como se nunca tivessem vivido "



Dalai Lama

please, one moment