Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Não seja ridicula

Doze dicas para você ser aceita em todas os âmbitos

1)Não se emocione. Seja apática. Faça de conta que não viu; que não se incomoda; que não percebe, que não sente, que não gosta.

2) Concorde; não se manifeste; cala a boca e obedeça; mesmo contrariado, não se esqueça que tudo é lindo, já diria caetano.


3) Engole o choro e Sorria sempre. Mesmo quando a alma estiver ardendo, enxugue as lágrimas e sorria. Chorar é para fracos

4) Aliás, Sentir saudade é para fracos, sofrer é para fracos, amar é para fracos, querer é para fracos, gostar é para fracos...

5) Não pense muito. Aliás, não pense nada. Ser convicto é para fracos, ideologia é para fracos, cérebro (funcionando) é para fracos...

6) Aprenda a jogar xadrez; você precisa sempre saber como encurralar seus inimigos, sempre.

7) Não confunda nomenclaturas; parceiros não são amigos, colegas não são amigos, brotos não são amigos, mas amigos podem ser brotos... 

8) Esteja satisfeita sempre. Se não estiver satisfeita, diga que está. (*Isso vale inclusive para os gemidos forjados aqueles...)

9) Não seja egoísta, permita que os outros se entrometam na sua vida.

10) Mas se você precisar dos outros, esqueça! Eles não tem nada a ver com a sua vida. Se vire!

11) Intensidade só na interpretação. Finja cherry, finja muito; finja com afinco. Sua meta é o oscar de melhor atriz. Transparência é para fracos.

12) Refaça sonhos, refaça expectativas. Sua meta é ser uma mulher bem sucedida, rica, popular, desejada e feliz(?). E com essas onze dicas, certamente você será.









"só me deixe quando o lado bom,
for menor do que o ruim..."
(os outros)

Sábado, Outubro 31, 2009

Alumia, alumia

Tem um vazio preenchido.
e essa sensação de preenchimento da falta de algo que preencha
aí fica assim apática

Não sente nada
tampouco liga o telefone
não quer ouvir, nem ver, nem saber
não haverão mais chances

Se preenche de negações.
de recusar o que viu desnecessário


Descarta descaradamente.
como se estivesse tirasse do armário
as roupas, velhas que não lhe servem mais.

Não doí, alivia.
é aguá oxigenada na feridas 
arde, mas alivia... limpa a alma.

Veio com o verão, essa sensação de liberdade
que se preenche de um vazio sufocado, abafado

é o mar que estoura contra as pedras
é o verão que traz premissa de bom presságio
e que faz mandar embora toda a nostalgia bucólica que o inverno trouxe.

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Me arremessando contra o cais...

Pouco léxico, confuso, brega e piegas sim...


É que estava aqui, juntando cré com lé, e lembrando das coisas que me deixei repetir (boas e más), e dos encontros e desencontros que a surgem em meio ao caos da minha desorganizada vida..

Há meses atras eu lamentava a interferência da distância no convívio com alguns amigos.. Eles tinham ido embora. Eu estava lá, fazia parte da leva dos amigos que ficaram para traz...

Hoje eu integro a leva dos amigos que deixaram...E quando eu andava engolindo isso à seco, choramingando ausências, vem o acaso e me devolve gente que tinha se afastado temporariamente do meu convívio.

Parei de drama...

Inclusive vou tentar cessar os tro-lo-lós... Acabo de perceber que a proa manda ao seu ritmo, não tem muito como interferir. Deixa que desgoverne, que se perca, que suma mar adentro.. de momento fiquei feliz em sofrer com as ações estranhas dos fatores sem explicação...

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Profissão o quê?

Contra o complexo de Clark Kent,
politizando e polemizando as coisas por aqui...

Na Grécia antiga a oratória era uma arma. Quando o conhecimento era privilégio de poucos e não dever do Estado, os munidos da boa retórica detinham o poder de interferir no comportamento e nos pensares dos demais cidadãos. Se voltarmos nossas atenções para os dias atuais, perceberemos que, por mais que a educação tenha se tornado dever do Estado, ainda deixa lacunas. Hoje, tal qual na Grécia antiga, os bons oradores ainda possuem o poder. O poder da palavra, que quando disseminada em meios comunicacionais massivos vira verdade. Toda essa mágica realidade conquistada através do poder de persuasão é o que tem convencido muitos jornalistas de que seu papel enquanto profissional poderá salvar a humanidade.

 Na verdade, o que talvez eles não saibam é que o pensar não é um privilégio. A considerar que todos os seres humanos são dotados de capacidade de raciocínio, logo entendemos que não há necessidade de intermediários que digam aos demais o que pensar, como pensar. Mas, se cortar as madeixas de Sansão, ele voltará a ser um homem comum. Quando a educação qualificada atingir, de fato, todos os cidadãos, o discernimento e o raciocínio não serão mais um diferencial. Os desafios de fazer uma reportagem serão os mesmos de construir um muro, de dirigir um ônibus, de passar mercadorias no caixa do super mercado.

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

pra ontem

Frio do caramba. Ressaca de elefante. Agenda atrasada. Poltrona no corredor. A passagem leva até a Porto Alegre. Uma velhinha simpática querendo saber sobre notebooks. Eu desconfiada. Um frio do caramba mesmo.
Os méritos por ter perdido o ônibus. Meus ônus.
O resgate mal intencionado. Uma moça comportada intencionalmente.
O excesso de álcool. A falta de vergonha. O jogo de cintura.
As perguntas. As respostas. As perguntas. O jogo de cena.
A conciência que pesa, e já não era sem tempo. A risada alividada.
A sorte de ir. O azar de ficar.
A dor de cabeça interminável e o frio que não quer passar.
O café da manhã, a troca de olhares, o desfarçe, o sumiço.
O relógio que não colabora.
A falta de casaco.
O medo.
Vou desconectar.

Sábado, Outubro 03, 2009

Interlocuções

outro:
"onde tu encontrou ela?"
ele:
"...num show do Teatro Mágico!"
ela:
o quê?
outro:

"...perguntei para ele como vocês se conheceram..."
ele:
"...como a gente..."
outro: 
"que bacana conterrânea..."
ele:
quer dizer, mas foi antes na verdade...(pensa), durante, depois... (ri)
ela:
 
(confirma com o olhar e esboça um riso bobo)






...podia estar apavorada de estar lá...
mas achou no mínimo romântico!

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

"Passa um fio..."

Eu, só eu, no meu vazio
Só eu só no meu pavio 

(LENINE)






Era o que o Vô dizia...Quando a gente ia ficar um tempinho longe, ele reclamava de saudade e dizia que era para passar um fio... Definitivamente só uma ligação é capaz de aliviar ausências. Quando a gente escuta a voz, de quem não temos (ouvimos, tocamos, olhamos, sentimos) há dias, meses, anos... tudo se resume àquilo ali, àquela aproximação. O ouvir a voz, o timbre, os ruídos, os silêncios é tão sensacional, tão significativo que por si só já basta. Normalmente não se tem muito o que dizer, nem muito o que ouvir e aí ficam aquelas perguntas soltas, vagas, perdidas na ligação só para ocupar o tempo do que realmente ocupa espaço: a voz. É a necessidade de sentir aquele alguém mais perto, de encurtar as distâncias físicas mesmo que virtualmente. Deve ser por isso que o telefone foi feito para usarmos encostado ao rosto. Deve ser por isso, também, que em uma ligação de telefonia voip a gente só escuta melhor com os fones de ouvido. Por essa necessidade de ter perto, de encostar, de sentir. Depois da ligação saciar a vontade de estar perto, vem a crise do desligar. Aliás, dá uma dooor ter que desligar. São incontáveis os “tchau”, “beijo”, “então tá”, “é isso” que tentam burlar o fim da ligação. Quando não vem o joguinho do “desliga você primeiro” (que inclusive há quem ache ridículo, mas saudade é uma coisa que deixa a gente tão boba, que é totalmente irrelevante esse achar ou não achar) Uma coisa eu duvido! Duvido que quem ame, goste ou sinta saudade, desligue o telefone com desprendimento. Vai dizer, quantas vezes você não quis atravessar o telefone e ir parar lá? (afinal de contas, foi por isso que você ligou, para ir até lá lá, ou trazer para cá) Quantas vezes não foi fechando lentamente o flip do celular devagarinho na esperança de que o restinho daquela “presença” se mantivesse ali por mais um tempo? Não demorou até colocá-lo no gancho...ou no afastá-lo da orelha? Se prestar atenção, a gente até consegue escutar, quase como uma suplica: “fica aqui! não vai embora!”. Mesmo que seja em silêncio, o que queremos é ter só mais um pouquinho perto, só para aliviar a saudade, só para sentir.






Na sonífera ilha, onde descanso meus olhos e sossego minha boca e minha conta bancária, só acalmo meu coração quando o telefone toca e distraí meus ouvidos com o desmoronar das fronteiras territoriais...






Saudade de Casa
Saudade dos meus amores de Casa

Saudade do meu Vô

Saudades dos meus amigos e amores espalhados Brasil a fora... 


Sábado, Setembro 19, 2009

Levando destinos...

"Por onde ando, por onde olho, por onde tropeço...
Aqui estamos, no olho do furação..."
(Sol na Garganta do Futuro)

Li uma pergunta que fez tremer minhas pernas,  que me desarmou. Não que eu mesma já não me tivesse feito, mas é que vinda de alguém... Para bem da verdade, é a segunda vez que a leio vinda de terceiros... Mas hoje ela ecoou!  Pior ainda quando na conclusão vi um “é...se não está feliz, na tem por que ficar”.  Sacudiu! Como Assim?  Eu não estou feliz?  Eu não disse isso!!!! Mas eu to feliz? Defina felicidade, por favor!


Estado de satisfação que experimentamos pela posse, real ou em esperança, daquilo que amamos”


Se o prefixo in agregado a uma palavra significa negação ou ausência... Bom... Sendo assim não posso me dizer Infeliz...


Ando meio indisposta (sim!), meio inquieta (também), meio saudosista, decepcionada, nostálgica, intimista, dengosa... Mas infeliz?! Não... Infeliz não mesmo! Eu ando meio perdida. Meio apegada demais... Ando colhendo os frutos dos afetos e desafetos que eu cultivei no meio do caminho. Mas eu acho, eu sinceramente acho, que aqui, ali, ou além isso não vai mudar... Pode até estar relacionado um pouco com a localização já que a saudade é proporcional à distância. Mas os dramas de hoje podem até mudar, mas no mínimo se tornarão outros em outros lugar... E daí, o que é que a gente faz? Ir, vir, voltar...não vai resolver.


Acho que o excesso de opções me prejudica. Me deixa querendo tudo e nada ao mesmo tempo. Me deixa em dúvida. Não sei perder nada. Não quero perder nada... Não consigo decidir... Não sei o que fazer... Maldita librianisse aguda.




Texto egocêntrico; Blog virando quase um “querido diário”;  e eu revendo meus conceitos... Quem diria... Quem diria?!
*O corretor de texto me avisou sobre minhas colocações pronominais. Ele queria trocar próclise por ênclises. Não qu'eu discorde da correção dele, mas não acho sonoro. Não deixei.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

sobre perdas ou ganhos

" ...Acho que o que ainda me co-move é perceber que eu acrescentei algumas coisas, que ainda tem 'eu' ali saca? Que seja petulância minha, mas, eu tenho certeza que ali ficou bastante de mim, minhas frases, meus hábitos, meus gostos, meu público...Enquanto se eu analisar, os meus ganhos estão nas minhas perdas, meus lucros são as mudanças que os danos trouxeram... Quando eu verbalizo, sinto que é bom para o ego, aliás, é bem bom ver marcas suas nítidas em alguém que a você em tese desconsidera.(...) Sei lá, acho que o lucro pode até não ser meu, mas as perdas que me causou, também não me deixaram tão no prejuízo assim... E de mais a mais fiz a minha boa ação do ano...


Alguém aqui já leu
Lya Luft
?"

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Adstringente

desencantar-se é tão fácil...
Bastam algumas palavras,
alguns atos, ou olhares...
Bastam meia dúzia de teorias chulas,
ou frases forjadas,
palavras mal colocadas em texto errados,
pouco retórica em situações indevidas e
pronto:
Findam-se os carnavais, acabam-se as euforias.
O que ontem brilhava ou reluzia, hoje agoniza cores engasgadas...
é turvo, insalubre, quiçá lânguido.

please, one moment