domingo, agosto 29, 2010

Um pouco de Cash

Acho que tem dores que são crônicas. Que alguns seres extrassenssiveis, tem a desventura de nascer com elas e a medida  que crescem elas se alimentam do seu organismo e vão consumindo, o que há de bom, o que há de mal. Vão nos consumindo. Talvez seja algo que parte do extrassensorial, e que por partir de algo que não tange, é tão inexplicável, implacável, incurável. Não tem tratamento médico, não tem diagnóstico. Só se sabe que dói. E que essa dor é tão grande que, em momentos, parece não ser mais suportável. É tanta sensibilidade, que de sensíveis, somos brutos. Sem lápidar nenhum, crus e tão vulneráveis as dores e fragilidades do mundo.Talvez não tenhamos tato para apalpar as intimidades do mundo, e do medo de errar sofremos por antecipação, preferindo assim não arriscar o toque.
E sofremos mais e mais, pelo que é feito, pelo que é desfeito, pelo que nem tentamos.

Inconformidade tamanha que mal se sabe o que fazer para agradar tanta insatisfação.


Acho que herdamos algumas particulas cósmicas do Cash. E vamos levar a vida toda essa dor crônica, esse desencontro, essa falta de norte.



Hoje eu parei de me culpar.
Voltei a fumar e a por a culpa nele,
repartir a dor em meio a canções.

quinta-feira, agosto 19, 2010

Minha alma canta....


Hoje eu chorei junto com o Sobis,
Gritei junto com o guiñazu,
Briguei junto com o indío.


Coisa mais linda é ser colorada, e digo mais,
coisa mais linda ser colorada no RS
Amo muito tudo isso.


Alguém aí me acompanha em mais uma viagem intergalática
afim de coletar mais uma estrela do mundial?
#vamovamointer

segunda-feira, junho 21, 2010

Carta aberta ao desalento

Caro companheiro desalento,


Escrevo-lhe em busca de um fim a nossa relação. Sei que durante um ano, é um dos poucos sentimentos que tenho certeza que não me abandona, mas gostaria muito de findar definitivamente a nossa relação.
Entenda que, não o desprezo, tão pouco o renego e o ignoro tua presença. Sei que está aí e sempre estivestes comigo, mas ando precisando de um tempo, ando precisando por em ordem a minha vida, ando precisando rever meus conceitos. E para isso, companheiro, não posso permitir que estejas assim tão presente em mim.
Tua presença, meu caro tem me causado noites de pouco sono, cansaço excessivo e doses cavalares de outros temperos amargos da vida. Por culpa tua, ando enxugando lágrimas em maços de cigarros, ando soprando meus sonhos junto com a fumaça, e mordendo os lábios para aliviar as dores da alma.
Espero que não fiques magoado comigo, mas na ultima cartada eu pretendo te abandonar e seguir sozinha, pois tua companhia, já não alimenta mais nem mesmo a poesia.


postado inicialmente em 21/04/2010


quinta-feira, junho 10, 2010

só.

se em algum momento eu pudesse
eu soubesse
eu conseguisse argumentos...
Pronto.
Eu saberia explicar o que foi isso...


Texto de 12 junho 2009

segunda-feira, maio 24, 2010





"Quando ela embravece, fica mais gaúcha do que nunca..."






e não queira vê-la mais gaúcha, do que nunca...
menos ainda se ela tiver no RS...


Texto escrito em 10/08/2009
que serve muito bem para hoje

domingo, maio 23, 2010

Que cansa

Ando cansada...
é um cansaço que vem de longe, que pesa quilos, que doí as palpebras.
Cansaço da alma, de coisas que não são minhas, cansaço de atriz. Tudo pesa.
Basta chegar e a força some, enfraqueço brutalmente, é quase um nocaute a minha determinação...

Pior, que tem horas que eu morro de vontade de desistir... Para quê? ficar o tempo todo provando, sorrindo, falseando, não é um tango que eu costume dançar, tão pouco gosto. Entretanto, como vivo querendo mais, varro para o lado tanta vontade, e dou jeito de tapear a estafa...

Mas eu precisava dizer que cansa, que me consome, e que eu não vou, em hipótese alguma desistir.


[Texto escrito em 20/10/2009]

aviso.

Tem milhares de textos no rascunho...
após, acordar as 5p.m no domingo,
e me debater entre angustias tolas
percebi que escrever não é saudável
vou economizar espirros e lágrimas
vou republicar velhos belos escritos.

A começar: pelo próximo post.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Todo lo cambía

Para tentar dialogar com o abandono deste lar, doce lar!, fui atrás de significados para os termos transitório e temporal.

Achei em páginas e dicionários palavras com dimensões incomensuráveis. Adjetivo esse que também agregei as minhas significações.

Mas para que o incomensúravel realmente tenha significância, fiquei eu sentido a necessidade de agregá-lo um verbo, desses generalistas, abrangentes e até piegas.


 assim escolhi minhas hash tags atuais:

#viver #incomensuravel #transitório #temporal

Assim encerro esse post sem tempo, sem argumento, sem pensamento.. livre, leve, ouvindo, vendo e trocando uma idéia com o Lenine, à beira mar...

quarta-feira, dezembro 02, 2009

pito.


.






"rodrigotranquilo: ja te disse....não espera nada das pessoas(...),mas tu não me ouve!"











tá bem xuxu, vou começar a ouvir.. hehe
 | menção honrosa ao meu conselheiro mor|

quinta-feira, novembro 05, 2009

Não seja ridicula

Doze dicas para você ser aceita em todas os âmbitos

1)Não se emocione. Seja apática. Faça de conta que não viu; que não se incomoda; que não percebe, que não sente, que não gosta.

2) Concorde; não se manifeste; cala a boca e obedeça; mesmo contrariado, não se esqueça que tudo é lindo, já diria caetano.


3) Engole o choro e Sorria sempre. Mesmo quando a alma estiver ardendo, enxugue as lágrimas e sorria. Chorar é para fracos

4) Aliás, Sentir saudade é para fracos, sofrer é para fracos, amar é para fracos, querer é para fracos, gostar é para fracos...

5) Não pense muito. Aliás, não pense nada. Ser convicto é para fracos, ideologia é para fracos, cérebro (funcionando) é para fracos...

6) Aprenda a jogar xadrez; você precisa sempre saber como encurralar seus inimigos, sempre.

7) Não confunda nomenclaturas; parceiros não são amigos, colegas não são amigos, brotos não são amigos, mas amigos podem ser brotos... 

8) Esteja satisfeita sempre. Se não estiver satisfeita, diga que está. (*Isso vale inclusive para os gemidos forjados aqueles...)

9) Não seja egoísta, permita que os outros se entrometam na sua vida.

10) Mas se você precisar dos outros, esqueça! Eles não tem nada a ver com a sua vida. Se vire!

11) Intensidade só na interpretação. Finja cherry, finja muito; finja com afinco. Sua meta é o oscar de melhor atriz. Transparência é para fracos.

12) Refaça sonhos, refaça expectativas. Sua meta é ser uma mulher bem sucedida, rica, popular, desejada e feliz(?). E com essas onze dicas, certamente você será.









"só me deixe quando o lado bom,
for menor do que o ruim..."
(os outros)

sábado, outubro 31, 2009

Alumia, alumia

Tem um vazio preenchido.
e essa sensação de preenchimento da falta de algo que preencha
aí fica assim apática

Não sente nada
tampouco liga o telefone
não quer ouvir, nem ver, nem saber
não haverão mais chances

Se preenche de negações.
de recusar o que viu desnecessário


Descarta descaradamente.
como se estivesse tirasse do armário
as roupas, velhas que não lhe servem mais.

Não doí, alivia.
é aguá oxigenada na feridas 
arde, mas alivia... limpa a alma.

Veio com o verão, essa sensação de liberdade
que se preenche de um vazio sufocado, abafado

é o mar que estoura contra as pedras
é o verão que traz premissa de bom presságio
e que faz mandar embora toda a nostalgia bucólica que o inverno trouxe.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Me arremessando contra o cais...

Pouco léxico, confuso, brega e piegas sim...


É que estava aqui, juntando cré com lé, e lembrando das coisas que me deixei repetir (boas e más), e dos encontros e desencontros que a surgem em meio ao caos da minha desorganizada vida..

Há meses atras eu lamentava a interferência da distância no convívio com alguns amigos.. Eles tinham ido embora. Eu estava lá, fazia parte da leva dos amigos que ficaram para traz...

Hoje eu integro a leva dos amigos que deixaram...E quando eu andava engolindo isso à seco, choramingando ausências, vem o acaso e me devolve gente que tinha se afastado temporariamente do meu convívio.

Parei de drama...

Inclusive vou tentar cessar os tro-lo-lós... Acabo de perceber que a proa manda ao seu ritmo, não tem muito como interferir. Deixa que desgoverne, que se perca, que suma mar adentro.. de momento fiquei feliz em sofrer com as ações estranhas dos fatores sem explicação...

terça-feira, outubro 13, 2009

Profissão o quê?

Contra o complexo de Clark Kent,
politizando e polemizando as coisas por aqui...

Na Grécia antiga a oratória era uma arma. Quando o conhecimento era privilégio de poucos e não dever do Estado, os munidos da boa retórica detinham o poder de interferir no comportamento e nos pensares dos demais cidadãos. Se voltarmos nossas atenções para os dias atuais, perceberemos que, por mais que a educação tenha se tornado dever do Estado, ainda deixa lacunas. Hoje, tal qual na Grécia antiga, os bons oradores ainda possuem o poder. O poder da palavra, que quando disseminada em meios comunicacionais massivos vira verdade. Toda essa mágica realidade conquistada através do poder de persuasão é o que tem convencido muitos jornalistas de que seu papel enquanto profissional poderá salvar a humanidade.

 Na verdade, o que talvez eles não saibam é que o pensar não é um privilégio. A considerar que todos os seres humanos são dotados de capacidade de raciocínio, logo entendemos que não há necessidade de intermediários que digam aos demais o que pensar, como pensar. Mas, se cortar as madeixas de Sansão, ele voltará a ser um homem comum. Quando a educação qualificada atingir, de fato, todos os cidadãos, o discernimento e o raciocínio não serão mais um diferencial. Os desafios de fazer uma reportagem serão os mesmos de construir um muro, de dirigir um ônibus, de passar mercadorias no caixa do super mercado.

sexta-feira, outubro 09, 2009

pra ontem

Frio do caramba. Ressaca de elefante. Agenda atrasada. Poltrona no corredor. A passagem leva até a Porto Alegre. Uma velhinha simpática querendo saber sobre notebooks. Eu desconfiada. Um frio do caramba mesmo.
Os méritos por ter perdido o ônibus. Meus ônus.
O resgate mal intencionado. Uma moça comportada intencionalmente.
O excesso de álcool. A falta de vergonha. O jogo de cintura.
As perguntas. As respostas. As perguntas. O jogo de cena.
A conciência que pesa, e já não era sem tempo. A risada alividada.
A sorte de ir. O azar de ficar.
A dor de cabeça interminável e o frio que não quer passar.
O café da manhã, a troca de olhares, o desfarçe, o sumiço.
O relógio que não colabora.
A falta de casaco.
O medo.
Vou desconectar.

sábado, outubro 03, 2009

Interlocuções

outro:
"onde tu encontrou ela?"
ele:
"...num show do Teatro Mágico!"
ela:
o quê?
outro:

"...perguntei para ele como vocês se conheceram..."
ele:
"...como a gente..."
outro: 
"que bacana conterrânea..."
ele:
quer dizer, mas foi antes na verdade...(pensa), durante, depois... (ri)
ela:
 
(confirma com o olhar e esboça um riso bobo)






...podia estar apavorada de estar lá...
mas achou no mínimo romântico!

quinta-feira, setembro 10, 2009

sobre perdas ou ganhos

" ...Acho que o que ainda me co-move é perceber que eu acrescentei algumas coisas, que ainda tem 'eu' ali saca? Que seja petulância minha, mas, eu tenho certeza que ali ficou bastante de mim, minhas frases, meus hábitos, meus gostos, meu público...Enquanto se eu analisar, os meus ganhos estão nas minhas perdas, meus lucros são as mudanças que os danos trouxeram... Quando eu verbalizo, sinto que é bom para o ego, aliás, é bem bom ver marcas suas nítidas em alguém que a você em tese desconsidera.(...) Sei lá, acho que o lucro pode até não ser meu, mas as perdas que me causou, também não me deixaram tão no prejuízo assim... E de mais a mais fiz a minha boa ação do ano...


Alguém aqui já leu
Lya Luft
?"

segunda-feira, agosto 24, 2009

Adstringente

desencantar-se é tão fácil...
Bastam algumas palavras,
alguns atos, ou olhares...
Bastam meia dúzia de teorias chulas,
ou frases forjadas,
palavras mal colocadas em texto errados,
pouco retórica em situações indevidas e
pronto:
Findam-se os carnavais, acabam-se as euforias.
O que ontem brilhava ou reluzia, hoje agoniza cores engasgadas...
é turvo, insalubre, quiçá lânguido.

sexta-feira, agosto 14, 2009

das velhas narrativas...

às vezes encontro velhos escritos...


Silêncio inquietante

E todo esse silêncio faz parte.
Ou, ao menos deverá fazer parte de quem sou
de hoje em diante, e agora, e sempre...
Ou ainda, talvez seja parte de um ontem atropelado
Um ontem rebelde como vem sendo
É que talvez esse ‘quem sou’ não saiba
o que quer ser quando crescer.
E daí em silêncio remoí suas dúvidas
De até quando vai crescer?,
para que lados cresce?
A que tamanho chega?
E sendo assim, só sabe, que precisa rejuvenecer!
Nem que seja ouvindo Belchior....
Voltar além de si, ir a quem dos ‘quens’
que ao longo do caminho, o modificaram.
Não mais querer ser parte,
Afinal, é feito de artes, e de estrepolias...
E de artes naturalmente parte pronto
Rumo a levar seu silêncio inquietante ao longe
Me disse hoje, baixinho, ao pé do ouvido:
“quero mais, é que não mais escureça e que dessa forma minhas dúvidas não me deixem desistir (...) Caso assim se siga, é tão somente, assim só, que quero seguir! Forte enquanto fraco, Óbvio enquanto redundante”

sexta-feira, agosto 07, 2009

minuto Estácio

na Estácio de Sá - aula de internet e mídias digitais III
aprendendo a usar um blog no blogspot.

ainda devo aprender a mexer no twitter,
no flickr,
no youtube....

pssss

tio, quero aprender a fazer um email tbm!!

que momento!!!




#metiradaqui.com




vou ensinar eles a mexer no iteia, no estudio livre, no identi.ca, no wordpress....
softwarelivre rules

quinta-feira, julho 30, 2009

Hoje, mais fraca...

a Antônio Victor Dias, meu amor, meu vô.





"Se vais embora, por favor não te detenhas
Sigas em frente e não olhes para trás
E assim não vais ver a lágrima insistente
Que molha o rosto do teu velho, meu rapaz."







:~(
De tudo ao meu amor serei atento.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto..

please, one moment